DIA DA LIBERDADE. “Operação Marketing” atraiu largas centenas ao “Forte Salazar”

Atual

Por Redação
25/04/2018

Largas centenas de pessoas visitaram esta quarta-feira, Dia da Liberdade, o Forte de Santo António da Barra, mais conhecido por “Forte Salazar”, e conhecer a sua história ao longo dos séculos – uma iniciativa de marketing do governo local que, segundo tudo indica, planeia num futuro próximo transformar a fortificação numa “luxuosa” central das Conferências do Estoril.

Votado ao mais completo abandono num passado recente e, em consequência, alvo de autênticos atos de vandalismo, a fortificação que faz parte do património nacional, foi entregue, em março último, ao governo local, na sequência de um protocolo com o governo central. 

O município gastou mais de 5750 horas em trabalhos de limpeza e a fazer os preparativos para que os cidadãos, neste Dia da Liberdade e por cinco horas, pudessem ter a “oportunidade única” de conhecer a história da fortificação, que é classificada como património de interesse nacional.


E, a verdade é que, neste dia 25 de abril, que assinala 44 anos sobre o golpe militar que derrubou o Estado Novo – um dia primaveril, com temperatura amena e apenas tendo por “inimigo” o vento forte- muitas centenas de pessoas não quiseram perder a oportunidade de percorrer a fortificação, com uma privilegiada vista sobre o Oceano Atlântico, e contatar com a sua história, onde predominam mais as referências ao antigo Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, que ai gozava as férias de Verão e onde sofreu a queda fatal em agosto de 1968, do que, por exemplo, ao Instituto Feminino de Odivelas, que utilizou a fortificação como colónia de férias até há cerca de três anos.


A ajudar à festa nesta “Operação de Marketing”, à qual não faltaram a distribuição de cravos vermelhos, de folhetos históricos e de abanos, com o logotipo municipal, bem como a entrega do mensário gratuito C, orgão oficial da Câmara Municipal de Cascais, participaram o coro do Conservatório de Cascais, a Banda Juvenil da Sociedade de Instrução e Recreio de Janes e Malveira, o coro de Câmara de Cascais, o coro Discantus, o coro ESSA, da Escola Salesiana de Santo António do Estoril e a Banda Juvenil da Sociedade de Instrução e Recreio de Janes e Malveira.



Destaque, ainda, para o espaço onde miúdos e graúdos puderam dar largas à imaginação e pintar temas alusivos à Revolução dos Cravos, a par dos insufláveis colocados em espaços exteriores para que os visitantes pudessem ganhar fôlego para continuar a visita histórica.

E, nesta “oportunidade única” de visitar um forte que faz parte do património nacional, não faltou o negócio, com a conhecida marca dos gelados Santini, com uma roulotte estacionada no exterior, a contabilizar e os funcionários a desdobrarem-se para atender as longas filas.

Para a grande maioria dos visitantes, muitos turistas incluídos, “valeu a pena”.

Entretanto, não será tão cedo que os cidadãos vão voltar a poder visitar a histórica fortificação.

O governo local, de maioria PSD/CDS-PP, tem planos para destinar o forte às Conferências do Estoril, enquanto a oposição, sobretudo o PS, defende a criação e instalação de um Museu Histórico - um museu de território, com a narrativa global do concelho, desde o Neolítico, passando pelo período filipino até à reformulação do Estoril no período de Fausto Figueiredo.
















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1 comentário:

Anónimo disse...

Assistimos no dia da liberdade, a um show off do municipio, inenarrável e digno do estado novo , com propaganda nos meios de comunicação social, e divulgação do Cascais participa ( orçamento participativo ) dentro da edificação, quando o dia e a circunstância nada apontavam para isso ...talvez as obras fossem pagas com o dinheiro do bolso do actual elenco camarário...as ditas obras não passaram disso mesmo, desmatação na envolvente da edifificação, obrigatória em função do DL emitido pelo actual governo central,nova cercadura de vedação exterior, pinturas, tapamentos de buracos na paredes e taipais de madeiras a servir de janelas .
O povo saiu à rua e durante cinco horas pode visitar um património que é seu por direito próprio, motivando autêntica moção de censura ,a alguém que pretende futuramente sonegar/restringir acessibilidade ao mesmo , investindo com dinheiros públicos , para posteriormente entregá-lo de mão beijada a uma entidade privada .
Mas perplexamente, existem outros fortes ao abandono tais como : Forte do Guincho e de S. Teodoro da Cadaveira, em que não existiu vontade do municipio, em os integrar na economia cultural e turistica de Cascais, optando por os devolver ao Estado ...desconhecemos as razões deste "apetite" casuistico do decisor municipal ...talvez uma consulta ao povo via referendo municipal com as seguintes questões : 1) se o Forte de Santo António deve ser entregue a privados com investimento de dinheiros publicos 2) se o Forte de Santo António deve ser constituido em Museu, integrando rotas turisticas e de acessibilidade a todos ? ... e já agora quanto custaram as simples e famosas obras, assim como as outras que se anunciam e projectam ? talvez o jornal da propaganda do regime ( jornal C ) pago com o dinheiro dos contribuintes sirva para alguma coisa que de facto interesse aos municipes .

Neste dia da liberdade , queria manifestar total solidariedade pelas milhares de assinaturas online,subscrevendo petição para dar entrada na Assembleia da República, referente à licença para matar a Quinta dos Ingleses em Carcavelos, em megaempreendimento que configura atentado ambiental ,assunto de carater nacional , em mais uma moção de censura ao actual governo local de Cascais .

The Real A BEM DE CASCAIS




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