COVID19. 34 mortos em Cascais desde o início da pandemia, diz Carlos Carreiras

COVID19


Por Redação
17 junho 2020
Desde o início da pandemia Covid19, em março último, o concelho de Cascais terá registado 34 óbitos. O número é avançado pelo presidente do município, Carlos Carreiras, na sua página pessoal do Facebook, que faz contas aos números de infetados, aos recuperados, aos alegados mortos e, finalmente, aos que, neste momento, estão com Covid19 ativo.

Segundo o último relatório, divulgado esta quarta-feira pela Direção Geral da Saúde, Cascais registava até à meia-noite de este domingo 741 infetados.

No entanto, na sua página pessoal do Facebook, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras fala em 799 casos, 581 dos quais estarão recuperados.

Ainda de acordo com o chefe do executivo de Cascais, neste momento há 184 cidadãos com o Covid19 ativo.

Carlos Carreiras, que revela estar a trabalhar em conjunto com as autoridades de saúde concelhias, anuncia que “em Cascais estão ainda 707 cidadãos em vigilância dos 1.705 que observaram certificados de isolamento profilático e dos casos confirmados apenas 2 estão em Unidade de Cuidados Intensivos”.

Recorda-se que Cascais foi dos primeiros concelhos portugueses a adotar medidas rigorosas de prevenção ao Covid19.

Entretanto, receia-se que a cadeia de contágio possa vir a aumentar no concelho de Cascais.


Alto risco nos autocarros

Os transportes públicos, nomeadamente os autocarros, constituem um dos mais perigosos meios de contágio.

Na região de Cascais circulam lotados e, na sua grande maioria, sem condições de arejamento, havendo muitos sem janelas de abrir e cujas escotilhas permanecem fechadas, com alguns motoristas, interpelados pelos utentes, a alegarem “avaria”.

Uma utente da carreira 413, que faz o percurso entre Cascais e o Estoril, lamentou a “ausência de condições e a insegurança em que viajam os passageiros”, pois, acrescentou “os senhores motoristas e, muito bem, parecem não correr riscos, dado que conduzem com a janela aberta e separados uns quantos lugares dos utentes”, atendendo a que “a fita continua a dividir o habitáculo dos passageiros, que continuam a entrar e a sair pela porta traseira”.

Uma outra leitora de Cascais24 denunciou que há dias, mas a sobrelotação é diária, no autocarro 462 que liga Cascais  a Carcavelos viajavam 45 pessoas. “Eu saí no hospital de Cascais mais duas pessoas e entraram umas 10 pessoas, isto é que é 2/3 dos passageiros?”, questiona esta leitora e utente da Scotturb.

Uma outra leitora enviou, a propósito, uma mensagem na qual denuncia “a vergonha e o perigo que se está a viver no autocarro 463 Carcavelos/ Cacém, onde o horário continua a ser horário de fim de semana, logo há menos autocarros e cada vez mais pessoas a trabalharem e a usar os autocarros!!!”.

“Pessoas a entrar no autocarro sem máscara e o condutor nada diz! Um verdadeiro centro de contaminação!! Obrigada pela atenção!!”, conclui esta leitora.

Recorda-se que segundo o decreto-lei n.º 20/2020 de 1 de maio – que pretende alterar as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia de Covid19 – as entidades públicas ou privadas que operam serviços de transporte coletivo de passageiros terão de reduzir a lotação máxima para “2/3 da sua capacidade para o transporte terrestre, fluvial e marítimo” e proceder “a limpeza diária, a desinfeção semanal e a higienização mensal dos veículos, instalações e equipamento utilizados pelos passageiros e outros utilizadores, de acordo com recomendações das autoridades de saúde”.

Não menos grave, queixam-se os utentes, é que os autocarros, quer os municipais, quer os outros, não possuem desinfetante como é defendido pelas autoridades de saúde!








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