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“Guerra” entre orgãos sociais atrasa salários nos Bombeiros de Parede

Atual


Por Redação
31 março 2019
Os cerca de 70 assalariados da Associação Humanitária dos Bombeiros de Parede “Amadeu Duarte” não viram os seus salários acreditados nas respetivas contas esta-sexta-feira, com todos os transtornos daí resultantes, aparentemente por um alegado “boicote” de Jorge Lourenço Martins, o presidente interino e destituído em Assembleia Geral, que regressou ao cargo de vogal.

A acusação é feita, em nota enviada pelo Conselho de Administração, ao próprio Jorge Lourenço Martins que, recorda-se, não aceita a destituição do cargo de presidente para o qual havia sido nomeado interinamente e o seu regresso ao lugar de vogal, oficializado em averbamento de 8 de março na respetiva conservatória do registo comercial e, desde então, está no centro de polémicas que culminaram na instalação de um grave clima de instabilidade, que culminou dia 22 de março no adiamento das próprias eleições para os Orgãos Sociais até 2021.

“Os ordenados de quem trabalha são sagrados e não podem, em circunstância alguma, ser usados como objeto de chantagem ou instrumento de ‘guerras’ e interesses alheios”, diz o presidente do Conselho de Administração, António Maria Rodrigues Soares, numa nota enviada ao vogal Lourenço Martins que alguns começam a classificar como o “Bruno de Carvalho” dos bombeiros e à qual Cascais24 teve acesso.

O vogal é acusado de impedir a chegada da listagem, através dos serviços administrativos da Associação, ao Montepio Geral.

A propósito, ainda segundo o mesmo comunicado do Conselho de Administração, “ao contrário do que tem andado a afirmar, as contas da AHBP nunca estiveram bloqueadas e apenas porque V.Exa não é presidente da AHBP a sua assinatura não é reconhecida pelas instituições como bastante para qualquer movimentação financeira”.

O Conselho de Administração afirma, ainda, na nota dirigida a Jorge Lourenço Martins que “não houvesse da parte de V.Exª essa obstinação de ter o título presidencial e já na sexta-feira passada os ordenados teriam sido pagos. É só por sua exclusiva culpa que neste momento os funcionários estão, infelizmente, sem ter ainda recebido os seus devidos ordenados”.

Finalmente, o Conselho de Administração apela “à réstia de bom senso que ainda possa ter para que na próxima segunda-feira até às 10horas não impeça as funcionárias da tesouraria de fazerem chegar ao Montepio Geral a listagem dos ordenados a pagar”.

Vogal responde

Já este domingo, Jorge Lourenço Martins respondeu, afirmando que “nem todos os bancos têm a opinião do Montepio para onde, em face da certidão, ordenei de um outro a transferência de avultada soma para o pagamento de ordenados, o que foi cumprido pelo Banco Santander depois de analisada a situação pelo seu departamento jurídico”.
Jorge Lourenço Martins acusado de estar "agarrado ao poder"

Reportando-se às questões, legais, que envolvem neste momento os trâmites da sua posição nos órgãos sociais (presidente interino, entretanto destituído e o seu retorno a vogal), Lourenço Martins adianta que “há portanto aqui uma diferente leitura da situação pelos Bancos que espero clarificar sem demora” e lança farpas ao presidente do Conselho de Administração ao declarar: “Não sei que Repartição Pública possa vê-lo como presidente do Conselho de Administração da Associação de onde pedi a sua expulsão em Tribunal, como consta do registo, tão provisório por natureza como o seu (artigo 64 nº 2 alínea b) do Código Comercial, referido no apontamento registal), pela razão de ser incompatível com a pendência da ação)”.

Mais adiante, o polémico vogal, acusado de estar “agarrado ao poder” ao “incendiar” uma associação humanitária quase secular, causando-lhe transtornos irreparáveis, incluindo a imagem, deixa um alerta a António Maria Rodrigues Soares: “Talvez na segunda-feira o Senhor, que acorda tarde, acorde com uma surpresa”.

No mesmo email, ao qual Cascais24 também teve acesso, o polémico vogal relembra o presidente do Conselho de Administração de que “está denunciado em processo crime por mim em pessoa, acompanhado dos demais”, além de que “estará porventura a enrolar-se numa teia de que não sairá (ão)”.

Já em declarações a Cascais24, Jorge Lourenço Martins precisou que a ação judicial foi interposta contra “quatro pessoas”- António Rodrigues Soares, José João Calado, Sofia Seca e Maria Teresa Gago.


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1 comentário:

Anónimo disse...

E falso que j l m tenha sido destituido em A G. Aconteceu numa reunião dos 4 reus em C A.
E os salários só não foram pagos pirque dous dos 4 em que um se intitula falsamente presidente foram ao banco lançar a confusão sobre quem é o presidente.

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