Saúde
Por Redação26 fevereiro 2020
O Sindicato
dos Médicos da Zona Sul defendeu, esta quarta-feira, em comunicado, que o
Governo deveria repor a gestão pública no Hospital de Cascais.
O Sindicato
afirma-se “frontalmente contra o lançamento de um novo concurso para a Parceria
Público-Privada”, por pôr “em causa a Lei de Bases da Saúde de 2019, que veio
privilegiar a gestão pública do Serviço Nacional de Saúde (SNS), recorrendo ao
setor privado e social de forma supletiva e temporária".
"Ao optar pela continuidade da PPP em Cascais, o
Governo escolhe favorecer as entidades privadas, quando poderia e deveria optar
pela gestão pública do hospital, que garantisse os cuidados necessários e diferenciados
à população", diz o Sindicato, segundo o qual a PPP de Cascais "não
trouxe qualquer vantagem em termos de qualidade e acessibilidade aos cuidados
de saúde”.
Lembra ainda o mesmo Sindicato que no Hospital de
Cascais "não existem valências de Infeciologia, Oncologia e Psiquiatria
comunitária, obrigando médicos e doentes a deslocarem-se de e para outras
unidades de saúde" e recorda, também, que a "administração do
hospital está sob suspeita de falsear resultados clínicos e algoritmos do
sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas pagas à PPP".
O Conselho de Ministros aprovou, em 13 de fevereiro,
uma resolução que prevê uma nova PPP no Hospital de Cascais, esperando o
Governo poder lançar o concurso "muito brevemente".
Recorda-se que está em curso uma campanha do PCP de
Cascais contra a continuação da Parceria Público Privada neste hospital e na
semana passada, também por iniciativa dos comunistas, o parlamento aprovou a
audição da ministra da Saúde, Marta Temido, para prestar esclarecimentos sobre
a decisão de lançamento de uma nova PPP.
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