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01 outubro 2019 |
A decisão do executivo, aprovada pela maioria PSD/CDS-PP, com a abstenção dos vereadores do PS e contra do vereador da CDU, na reunião extraordinária que teve lugar no dia 24 de setembro, irá permitir à Scotturb arrecadar por ajuste direto € 11.905.920,00 (onze milhões novecentos e cinco mil novecentos e vinte euros), a liquidar em três tranches.
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Luís Miguel Reis (PS) |
Luís Miguel Reis, no entanto, não deixou de sublinhar a Cascais24 que “esta matéria é muito complexa, tem sido alvo de análise e discussão” e lamentou “a posição que a Câmara de Cascais tem assumido, ao criar-se, isoladamente, como autoridade municipal de transporte público”.
Porém, salvaguardou que “a abstenção do PS visa garantir que a partir do próximo mês de dezembro os munícipes de cascais não fiquem privados do serviço público de transporte rodoviário”.
Já para o vereador da CDU, Clemente Alves, que votou contra, “o prolongamento do contrato de exploração do transporte coletivo rodoviário em Cascais e o exemplo mais elucidativo daquilo que a CDU sempre afirmou acerca das consequências que iriam recair sobre Cascais em virtude da politica da coligação PSD e CDS e de Carlos Carreiras, que para se mostrar melhor e mais capaz que todas as outras Câmaras da Área Metropolitana de Lisboa decidiu promover um concurso isolado dos demais municípios, cometendo graves faltas que justificaram a impugnação judicial do processo por parte da Scotturb.
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Clemente Alves (CDU) |
Em
declarações a Cascais24, o vereador comunista reforçou que a Scotturb é uma “empresa
que, paradoxalmente, vê prolongado 'ad eternum' o contrato de exploração, com
custos financeiros tremendos para os munícipes de Cascais, que são quem paga a
factura da vaidade e da incompetência de Carlos Carreiras, do PSD e do CDS”.
Maioria justifica-se
Já o chamado governo local de Cascais, de maioria PSD/CDS-PP, sustenta que, “tendo presente a suspensão dos efeitos do ato de adjudicação do concurso público internacional, acrescido do tempo necessário para a entrada em vigor da nova operação resultante desse concurso [celebração do contrato, fiscalização prévia do Tribunal de Contas e decurso do prazo de Período Transitório proposto pelo adjudicatário (8 meses), tornou-se patente a inviabilidade de a nova operação poder estar em curso após 3 de dezembro de 2019, data em que, nos termos da Lei n.º 52/2015, de 9 de junho, caducarão as autorizações provisórias concedidas ao principal operador de serviço público no concelho de Cascais”.
Para o município, “esta situação configura, objetivamente, um risco eminente de rutura na prestação dos serviços de transporte público rodoviário de passageiros no concelho de Cascais o que traria graves prejuízos ao interesse público, designadamente ao nível do bem-estar da população que diariamente se socorre e carece de usar o transporte público para assegurar a sua mobilidade assim como todos os consequentes prejuízos sociais, ambientais e económicos que uma suspensão alargada no tempo da prestação do serviço de transporte público sempre acarreta”.
Ajuste direto
De
acordo com a Câmara de Cascais, foi realizada uma “consulta preliminar ao
mercado, de modo a apurar preliminarmente preços estimados por quilómetro que
cobrissem uma operação fundamentalmente idêntica àquela que está a ser levada a
cabo no âmbito municipal pelo operador privado em termos de linhas e de
horários, com um prazo mínimo de operação de 6 a 8 meses e um máximo de 2 anos.
A opção foi dada à Scotturb por ajuste direto.
No entanto, “a rede agora a contratualizar com carácter provisório e transitório é constituída pelas atuais 23 linhas municipais operadas pela Scotturb, sendo exigida uma frota no mínimo composta por veículos Euro V – que é ambientalmente melhor do que a operada atualmente pela Scotturb (que opera ainda com veículos Euro III e IV)”, assegura o governo local de Cascais, segundo o qual “o modelo contratual de operação será muito semelhante ao da futura operação que resultará do concurso público internacional”.
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3 comentários:
A camara municipal de cascais,constitui-se como autoridade municipal de transportes ...de facto é tarefa unica entre os municipios... o que dizer que os ultimos autocarros das carreiras 411/ 412 sao as 29.30 horas , deixando centenas de cmientes sem transportes ... lideranca com os pes do governo de Cascais, que paga servicos desconhecendo a qualidade e a frequencia do mesmo
Totalmente acordo com o artigo exposto.
Como será possivel possivel pagar dinheiros publicos , a uma operadora de transportes, cujas viaturas obsoletas a nivel de pegada ecológica circulam ainda no concelho de Cascais, e com horários que não servem os municipes, e muito menos articulados com outros transportes que servem os concelhos periféricos... como será possivel não existirem viaturas a circular pós 20.30 horas ...isto não existe só em Cascais devido aos amadores que lideram a Câmara e não zelam pelos interesses das populações
Com esses 12 milhões, a Câmara comprava autocarros
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