Segurança
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| 14 novembro 2019 |
A
Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar alegadas
orgias com menores e adolescentes, presumivelmente organizadas pelo milionário
famoso pelos aspiradores Rainbow, Matthias Schmelz, 59 anos, na sua mansão do
Monte Estoril, que foi tomada de assalto em março último, em circunstâncias que Cascais24 avançou, então, em primeira mão.
A noticia da investigação ao empresário- que vive em Portugal desde 1993 e, entretanto, negou “ter praticado qualquer crime”, recusando fazer mais comentários - é avançada, em exclusivo, pela TVI e assinada pelo jornalista de investigação Henrique Machado.
Segundo a TVI, “o rei dos aspiradores Rainbow é suspeito de ter organizado em sua casa, a um ritmo quase diário, orgias com raparigas, estudantes, a maioria de 16 e 17 anos – uma tem 14 –que contratava por telemóvel, via aplicação WhatsApp”.
“Pagava em média, a cada uma, 500 euros por sessão de sexo, e juntava sempre duas menores, que normalmente eram amigas. Uma era a recrutadora, com quem o empresário contactava – e muitas das orgias ocorriam de dia, a seguir às aulas. Em cerca de dez envolvidas, mais de metade são menores. Matthias Schmelz chegava, inclusive, a parar os seus carros topo de gama à porta da escolas onde ia buscar as menores – algumas de classe alta e média alta, que vivem em condomínios com os pais e estudam em Lisboa e na linha de Cascais”, adianta a TVI.
A denúncia das alegadas orgias, investigadas desde há alguns meses pela Secção de Crimes Sexuais da PJ, sob a coordenação do DIAP, terá sido feita por um dos cinco intervenientes no assalto à mansão do empresário alemão, que é pai de três filhos e está em processo de divórcio da mulher, a antiga modelo Fernanda Alves, 43 anos, que nasceu no Zimbábue e, em 1996, foi eleita Miss Internacional.
Conforme Cascais24 avançou, então, o ataque de três encapuzados durante uma "festa privada" à mansão no Monte Estoril terá sido organizado por uma jovem 18 anos, que planeava pagar dívidas com parte do produto do roubo.
A viver em Paio Pires, a jovem suspeita tinha estado na habitação com uma das convivas na véspera do "golpe", apercebendo-se da riqueza existente no seu interior e decidiu, então, "convidar" alguns amigos da Margem Sul para fazer o assalto nocturno.
Foi pouco antes das onze horas da noite, que três encapuzados armados com facas e envergando roupas escuras tomaram de assalto a mansão, depois de um deles ter tocado à campainha.
Já dentro da habitação, neutralizaram uma rapariga, de 18 anos, brasileira, que foi feita refém, amarrada de pés e mãos com fita, depois de um dos encapuzados lhe ter encostado uma faca ao pescoço. Ainda sofreu dois pequenos golpes provocados pela faca, enquanto procurava resistir.
No interior da habitação encontravam-se mais seis pessoas.
Viveram-se, então, momentos de terror, com os convivas, ao aperceberem-se do ataque, a refugiarem-se em quartos do piso superior e a acionarem o 112 que, por sua vez, deu o alerta para a central da PSP.
A noticia da investigação ao empresário- que vive em Portugal desde 1993 e, entretanto, negou “ter praticado qualquer crime”, recusando fazer mais comentários - é avançada, em exclusivo, pela TVI e assinada pelo jornalista de investigação Henrique Machado.
Segundo a TVI, “o rei dos aspiradores Rainbow é suspeito de ter organizado em sua casa, a um ritmo quase diário, orgias com raparigas, estudantes, a maioria de 16 e 17 anos – uma tem 14 –que contratava por telemóvel, via aplicação WhatsApp”.
“Pagava em média, a cada uma, 500 euros por sessão de sexo, e juntava sempre duas menores, que normalmente eram amigas. Uma era a recrutadora, com quem o empresário contactava – e muitas das orgias ocorriam de dia, a seguir às aulas. Em cerca de dez envolvidas, mais de metade são menores. Matthias Schmelz chegava, inclusive, a parar os seus carros topo de gama à porta da escolas onde ia buscar as menores – algumas de classe alta e média alta, que vivem em condomínios com os pais e estudam em Lisboa e na linha de Cascais”, adianta a TVI.
A denúncia das alegadas orgias, investigadas desde há alguns meses pela Secção de Crimes Sexuais da PJ, sob a coordenação do DIAP, terá sido feita por um dos cinco intervenientes no assalto à mansão do empresário alemão, que é pai de três filhos e está em processo de divórcio da mulher, a antiga modelo Fernanda Alves, 43 anos, que nasceu no Zimbábue e, em 1996, foi eleita Miss Internacional.
Conforme Cascais24 avançou, então, o ataque de três encapuzados durante uma "festa privada" à mansão no Monte Estoril terá sido organizado por uma jovem 18 anos, que planeava pagar dívidas com parte do produto do roubo.
A viver em Paio Pires, a jovem suspeita tinha estado na habitação com uma das convivas na véspera do "golpe", apercebendo-se da riqueza existente no seu interior e decidiu, então, "convidar" alguns amigos da Margem Sul para fazer o assalto nocturno.
Foi pouco antes das onze horas da noite, que três encapuzados armados com facas e envergando roupas escuras tomaram de assalto a mansão, depois de um deles ter tocado à campainha.
Já dentro da habitação, neutralizaram uma rapariga, de 18 anos, brasileira, que foi feita refém, amarrada de pés e mãos com fita, depois de um dos encapuzados lhe ter encostado uma faca ao pescoço. Ainda sofreu dois pequenos golpes provocados pela faca, enquanto procurava resistir.
No interior da habitação encontravam-se mais seis pessoas.
Viveram-se, então, momentos de terror, com os convivas, ao aperceberem-se do ataque, a refugiarem-se em quartos do piso superior e a acionarem o 112 que, por sua vez, deu o alerta para a central da PSP.
Cerco e perseguição
Na sequência
do alerta, patrulhas móveis da PSP do Estoril e de Cascais convergiram para a
habitação, na avenida da Venezuela, e montaram um cerco em toda a área envolvente.
Um dos suspeitos, estudante de 18 anos, a viver no Seixal, foi surpreendido pelos policias a tentar fugir através de uma varanda e a desfazer-se de uma faca.
Já dois outros cúmplices, um estudante, 18 anos, oriundo da Amora e outro, de 27 anos, do Seixal, lograram fugir pelas traseiras, procurando refugiar-se no Parque Palmela.
Porém, a fuga não durou muito e acabaram por ser cercados pelos agentes, escondidos entre a densa vegetação do conhecido parque.
Um dos suspeitos, estudante de 18 anos, a viver no Seixal, foi surpreendido pelos policias a tentar fugir através de uma varanda e a desfazer-se de uma faca.
Já dois outros cúmplices, um estudante, 18 anos, oriundo da Amora e outro, de 27 anos, do Seixal, lograram fugir pelas traseiras, procurando refugiar-se no Parque Palmela.
Porém, a fuga não durou muito e acabaram por ser cercados pelos agentes, escondidos entre a densa vegetação do conhecido parque.
As
autoridades, que encontraram abandonado nas imediações da mansão um automóvel,
marca Renault, no qual o grupo tinha viajado e iria usar na fuga, viriam pouco
depois a intercetar perto da estação ferroviária de Cascais duas jovens
cúmplices dos encapuzados, entre as quais a alegada mentora do ataque nocturno,
de 18 anos, e uma amiga, de 21 anos, também do Seixal, as quais, entretanto, ao
verem a polícia chegar, abandonaram o carro e afastaram-se a pé na direção do
centro de Cascais.
Ambas tinham, entretanto, telefonado a amigos para as ir buscar ao largo da estação de comboios de Cascais.
Ambas tinham, entretanto, telefonado a amigos para as ir buscar ao largo da estação de comboios de Cascais.
Entorse ao saltar muro
Um dos três
jovens suspeitos do ataque direto à mansão teve que ser assistido mais tarde na
urgência ortopédica do Hospital de Cascais, devido a um entorse.
O homem, de 27 anos, sofrera o entorse durante a fuga aos policias ao transpor um muro com cerca de três metros de altura no Parque de Palmela.
Depois de transportado numa ambulância dos Bombeiros de Cascais à unidade hospitalar, e após ter sido assistido, regressou aos calabouços policiais.
O homem, de 27 anos, sofrera o entorse durante a fuga aos policias ao transpor um muro com cerca de três metros de altura no Parque de Palmela.
Depois de transportado numa ambulância dos Bombeiros de Cascais à unidade hospitalar, e após ter sido assistido, regressou aos calabouços policiais.
Proibidos de contatar com
as vítimas
O grupo
suspeito acabou, mais tarde, por ser libertado, depois dos seus membros serem
submetidos a primeiro interrogatório judicial junto dos Serviços do Ministério
Público, em Cascais.
O quinteto ficou, no entanto, sujeito às medidas de coação de apresentações semanais nos departamentos policiais da área dos seus domicílios, bem como proibição de contatar com as vítimas e de aproximarem-se das suas habitações.
Durante o assalto, os três encapuzados vasculharam em diversos compartimentos em busca de valores, mas a pronta e eficaz chegada da PSP impediu que tivessem consumado com sucesso o roubo.
Só terão conseguido roubar cerca de 80 euros da carteira de uma das convivas, que foram resgatados mais tarde pela polícia.
O quinteto ficou, no entanto, sujeito às medidas de coação de apresentações semanais nos departamentos policiais da área dos seus domicílios, bem como proibição de contatar com as vítimas e de aproximarem-se das suas habitações.
Durante o assalto, os três encapuzados vasculharam em diversos compartimentos em busca de valores, mas a pronta e eficaz chegada da PSP impediu que tivessem consumado com sucesso o roubo.
Só terão conseguido roubar cerca de 80 euros da carteira de uma das convivas, que foram resgatados mais tarde pela polícia.
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