Atual
Por Redação18 março 2019
A Scotturb foi excluída no relatório
preliminar do júri do “Concurso Internacional para a Operação do Transporte
Público Rodoviário de Passageiros” do município de Cascais”, mas a empresa
deverá contestar judicialmente, o que pode levar a Câmara Municipal de Cascais
a anular o concurso e assumir diretamente a operação do sistema de transportes
ao nível do concelho.
Segundo a “Transportes em Revista”, apenas
a proposta da espanhola Martín foi admitida a concurso, mas também não é provável
que venha para Cascais. É que não obstante respeitar o que está estabelecido no
caderno de encargos, não satisfaz totalmente a Câmara Municipal de Cascais, uma
vez que a empresa, na sua proposta, apenas apresenta autocarros Euro VI (das 80
viaturas standard que compõem a rede) e a autarquia esperava que houvesse uma
maior contribuição dos concorrentes na chamada “componente ambiental”, através
da inclusão de autocarros elétricos ou a gás natural. A “componente ambiental”
é mesmo um dos principais critérios de adjudicação, valendo 45% no processo de
tomada de decisão.
Para além da Scotturb, o júri também
excluiu numa fase inicial a proposta da Ovnitur. No caso da Scotturb, há anos a
operar no concelho de Cascais, o júri considerou que a sua proposta não cumpre
os pressupostos estabelecidos no caderno de encargos no que respeita à
renovação da frota.
Segundo o relatório, a que a Transportes em Revista teve acesso, o júri verificou que no documento respeitante ao plano de renovação da frota, a Scotturb declara que esse plano assenta, entre outros requisitos, no seguinte: “A substituição de viaturas é sempre realizada por viaturas com níveis de emissão de NOx equivalentes”.
Acontece que o ponto 4.1 das cláusulas técnicas do caderno de encargos refere que “as novas viaturas (standard) a afetar à prestação do serviço têm de ser, no mínimo, equivalentes em termos de emissões de NOx às viaturas a substituir, com exceção da substituição das viaturas Euro V que terão de ser substituídas, no mínimo, por viaturas Euro VI”.
Para o júri, diz ainda a “Transportes em
Revista”, o facto de a Scotturb apresentar viaturas Euro V na composição da sua
frota, faz com “aquela condição supra citada com que a Scotturb se
propõe executar a renovação da frota viola manifestamente a referida disposição
do Caderno de Encargos que impões que as viaturas Euro V sejam substituídas por
viaturas com nível de emissões de NOx inferior – no mínimo Euro VI – não
podendo portanto, ao contrário do que a Scotturb propõe, ser substituídas por
viaturas no mínimo equivalentes”.
Entretanto, é provável que a Scotturb venha a contestar judicialmente a decisão do júri do concurso, o que poderá conduzir ao adiamento da decisão final por vários meses. A acontecer, a Câmara Municipal de Cascais poderá vir a decidir anular o atual concurso e assumir diretamente a operação, até porque é responsável pela gestão do sistema integrado de transportes MobiCascais.
Entretanto, é provável que a Scotturb venha a contestar judicialmente a decisão do júri do concurso, o que poderá conduzir ao adiamento da decisão final por vários meses. A acontecer, a Câmara Municipal de Cascais poderá vir a decidir anular o atual concurso e assumir diretamente a operação, até porque é responsável pela gestão do sistema integrado de transportes MobiCascais.
Para já, existem algumas incertezas e uma
única certeza: a espanhola Martín é, neste momento, a única concorrente ao
transporte de passageiros em Cascais.


1 comentário:
Só espero que os utentes das carreiras da Scotturb não saiam prejudicados com esta brincadeira. Num momento destes em que cada vez mais pessoas querem aderir aos transportes públicos. Como é o meu caso.
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