Balsemão convida Carreiras para o restrito Bilderberg à portuguesa

Atual

Por Redação
09 novembro 2018

Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, é um dos convidados pelo seu mandatário nas últimas autárquicas e conhecido “magnata” de mídia,  Francisco Pinto Balsemão, para integrar o grupo de fundadores de Bilderberg à portuguesa, que ficará sediado em Cascais.


A notícia da fundação do grupo -um fórum de pensamento estratégico para discutir soluções para os problemas que o País e a Europa enfrentam – é avançada esta sexta-feira pelo jornal Público.


"Encontros de Cascais" é o nome do clube restrito, cuja primeira reunião está prevista ainda para este mês de novembro. 


Recorda-se que Francisco Pinto Balsemão deixou o conselho diretor do grupo de Bilderberg há três anos, tendo-lhe sucedido José Manuel Durão Barroso.


As regras de funcionamento dos “Encontros de Cascais” são semelhantes ao clube restrito Bilderberg, que as mantém desde a sua fundação, a 29 de maio de 1954.


Balsemão convidou para o grupo de fundadores, além do seu filho Francisco Pedro, que lidera agora a Impresa, a empresária Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, partner na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON, um grupo de serviços de gestão de riscos, corretagem de seguros e recursos humanos; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.


Ao que parece, o novo fórum vai procurar manter a política fora dos “Encontros de Cascais”, pelo menos no seu sentido formal, ou seja, personalidades que ainda ocupem cargos políticos, adianta, ainda, o Público.

Para o encontro anual, cada um dos onze fundadores convidará quatro personalidades que podem ser nacionais ou estrangeiras. 

Os órgãos de comunicação social não vão poder assistir às reuniões e a sua divulgação baseia-se nas chamadas Chatham House Rules, explica o Público, ou seja a informação discutida pode ser citada, mas sem identificar a fonte.
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