Pais biológicos de menina "sequestrada" em liberdade estão proibidos de permanecerem nos concelhos de Cascais e de Oeiras

Segurança

Por Redação
11 julho 2019
Os pais biológicos da menina que era escondida atrás de uma parede falsa no quarto da habitação, na região do Porto, sempre que alguma autoridade policial ou técnicos da Segurança Social apareciam a pedir informações, saíram em liberdade, com Termo de Identidade e Residência (TIR), apresentações semanais junto das autoridades da área da residência e proibição de contato com a menor e a mãe adotiva, bem como de permanecerem nos concelhos de Cascais e de Oeiras.
O casal, de 43 e 44 anos, ouviu esta quinta-feira, à tarde, as medidas de coação decididas pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais, depois de ter sido detido, esta terça-feira, quando a menina, de 13 anos, foi encontrada e libertada na habitação, na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por agentes da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da Divisão Policial de Cascais, que contaram com o apoio da Unidade Especial de Polícia e do Comando Metropolitano do Porto.
Durante o resgate da menor os agentes puderam constatar que estava confinada à permanência na residência, sem liberdade de movimentos para o exterior, não tendo sequer frequentado a escola no último ano letivo.
Segundo a PSP, “a menor encontrava-se num esconderijo do quarto, disfarçado por parede falsa, preparado propositadamente, ao que tudo indica, para ali ser ocultada, sempre que alguma autoridade policial ou outra instituição, se aproximavam do imóvel, sendo o espaço exíguo, sem qualquer tipo de luz e quase sem circulação de ar”. 
No entanto e ainda de acordo com a PSP, a menor encontra-se bem nutrida e, aparentemente, de boa saúde, ficando sob a alçada de técnicos da Segurança Social, assim como outros dois menores que também estavam na residência.
Após um período de institucionalização, a menor tinha participado num processo de adoção, concluído com sucesso, tendo sido acolhida por uma família de Oeiras.
Cerca de um ano depois, os pais adotivos participaram o seu desaparecimento, tendo desde logo as suspeitas recaído nos pais biológicos.

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