AEROPORTO. "Não vai haver aumento de pista, demolições ou expropriações nem voos comerciais”, garante o município

Atual

Por Redação
12 fevereiro 2020

Com a polémica instalada à volta do denominado Plano de Urbanização da Área do Aeroporto de Cascais e a sua Envolvente (PUACE), a Câmara Municipal de Cascais promoveu, esta terça-feira, à noite, em Tires, uma sessão de esclarecimento durante a qual ficou garantido que não vai haver aumento de pista, demolições coercivas ou expropriações litigiosas.
Carlos Carreiras

Maria do Céu Garcia
Na sessão de esclarecimento, na qual participaram cerca de três centenas de moradores, o chefe do executivo, Carlos Carreiras, e a administradora-executiva da Cascais Dinâmica, Maria do Céu Garcia, garantiram que o aeroporto de Cascais “não está aberto a voos comerciais”.

Foi explicado, nomeadamente, que a projetada requalificação abrange apenas o perímetro atual do aeródromo e dela fazem parte a construção e relocalização de um novo quartel dos bombeiros privativos da estrutura aeroportuária, bem como a construção de uma nova torre de controlo e de uma nova aerogare.

Já quanto às habitações na área envolvente ao aeródromo, a única condição é que o município ficará com o direito de preferência na respetiva aquisição caso algum morador pretenda efetuar a sua venda.


PCP também fez sessão com moradores


Duarte Alves, Filipe Rua e Clemente Alves na sessão em Tires
Já na véspera da sessão promovida pelo município, também o PCP fez uma sessão de esclarecimento no bairro 16 de Novembro, que contou com a participação de cerca de uma centena de moradores.

Duarte Alves, deputado do PCP na Assembleia da República, Clemente Alves, vereador na Câmara de Cascais e Filipe Rua, membro do executivo da Concelhia de Cascais com a responsabilidade de acompanhamento da Freguesia de São Domingos de Rana, escutaram as preocupações dos moradores com este projeto da Câmara de Cascais.
Moradores na sessão de esclarecimento do PCP

Durante o encontro foram levantadas muitas dúvidas, com o PCP a prometer que “tudo fará para garantir o esclarecimento das populações e a defesa dos seus interesses”.


Petição pública em marcha


Entretanto, está em curso uma petição pública dirigida ao Presidente da Assembleia da República e ao Presidente da Assembleia Municipal de Cascais, na qual os peticionários “expressam o repúdio pela pretensão da Câmara Municipal de Cascais de dar seguimento ao PUACE nos termos tornados públicos, com o objetivo de alargar o Aeroporto de Cascais”.

Na petição requerem que “seja condicionado o tráfego aéreo no Aeroporto de Cascais, especialmente ao fim de semana, restringindo-o às necessidades das escolas de pilotagem actualmente existentes e ao movimento das avionetas ligeiras”.

Os peticionários pedem, ainda, que “sejam revogadas as deliberações camarárias de 17/dez/2019, com os nºs 1450-2019 DORT, 1453-2019 DORT e 1475-2019 DORT, anulando as medidas preventivas que no âmbito do designado PUACE condicionam as propriedades e o seu uso legítimo pelos respetivos donos”.
A petição pode ser assinada em:


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