Chamada para a morte em Polima

Segurança

A vítima e a poça de sangue depois de baleado e agredido à pedrada (Foto CM)
Por Redação
11/09/2018
Um ajuste de contas com muita raiva, assim está a ser encarado pela PJ o assassínio de um homem, de 52 anos, esta segunda-feira, ao final da noite, em Outeiro de Polima, São Domingos de Rana. Depois de ter recebido um telefonema, a vítima saiu de casa e foi ao encontro do assassino. Primeiro foi atingida com três tiros e, depois, ainda agredida à pedrada na cabeça.

O autor do crime será um jovem, a rondar entre os 20 e os 25 anos, que fugiu ao volante de um automóvel, marca Fiat, modelo Punto, cor cinzento claro.

O alerta para disparos e para a presença de um homem baleado, prostrado na via pública, foi dado por vizinhos, via 112, pelas 23h57.

António Maria, 52 anos (Foto CM)
Momentos antes, a vítima, António Maria Função, tinha recebido um telefonema para ir encontrar-se com alguém, perto da casa que partilhava com a mãe, a avó e uma sobrinha, na rua 28 de setembro, em Outeiro de Polima.

O homem saiu de casa e foi encontrar-se com o presumível autor do telefonema. Ainda não é conhecido o motivo do encontro a hora tão tardia.

A verdade é que os moradores da rua 28 de setembro ouviram, a certa altura, quatro disparos de pistola e, curiosos, alguns saíram à rua, ainda a tempo de verem a vítima, entretanto baleada e prostrada no solo, ferida de morte, a ser agredida por "um rapaz com uma pedra na cabeça" no cruzamento entre aquela artéria e a rua da Pedreira.

Quando chegaram, Bombeiros de Carcavelos e o médico da VMER ainda tentaram várias manobras de reanimação, mas sem sucesso, acabando por ser confirmado o óbito.

Depois de cumpridas todas as formalidades legais, o corpo foi removido, para autópsia, para o Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais.

Familiares e vizinhos de António Maria descrevem-no como "pessoa simpática", que "nunca causou problemas".

A investigação tendente à identificação, localização e detenção do autor do crime está a cargo da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.

A polícia acredita que a vítima foi atraída a uma cilada, porventura no quadro de um ajuste de contas, cujo móbil tanto pode ter a ver com negócios como, também, com motivos passionais.

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