ATUAL
Por Redação26 julho 2020
A Organização Concelhia de Cascais do PCP denunciou este
fim-de-semana o método que a Câmara de Cascais está a utilizar para a
consulta pública de um loteamento na área costeira de Carcavelos.
Em causa
está a construção de dois edifícios com 4/5 pisos + 1 recuado + cave, numa área
localizada entre a Universidade Nova (NSBE) e a Quinta dos Ingleses, em
Carcavelos, de acordo com o edital da Câmara Municipal de Cascais nº 210/2020
de 3 de Julho, cuja consulta pública termina terça-feira, dia 28 de julho e em que
só pode ser efetuada através da plataforma digital Teams, mediante marcação
telefónica.
Para o
vereador do PCP na Câmara Municipal de Cascais, Clemente Alves, “é
incompreensível que a CMC considere ser possível consultar, analisar e estudar
seriamente os documentos referentes ao loteamento, exclusivamente através deste
método que apenas permite uma leitura muito deficiente (para não dizer
absolutamente impraticável) do ponto de vista gráfico e muito limitada no
tempo, impedindo deste modo os munícipes de consultar adequadamente o Processo
na sua globalidade”, para além de que “os documentos não possam, mediante
solicitação, ser enviados via correio eletrónico”
Clemente Alves lamenta, ainda que “a Câmara proceda ao invés daquilo que diz defender – um modelo de governação mais democrática e participada, no qual o aumento da transparência se traduz na implementação de processos de e-democracia, disponibilizando informação de forma completa, fidedigna, atempada, facilmente compreensível e de fácil acesso”.
“Para o PCP,
este é mais um exemplo de como não exercer o Poder Local, contribuindo
objectivamente para o enfraquecimento do seu prestígio e para um crescente
alheamento da população e redução da sua participação na vida da autarquia”,
refere, por sua vez, uma nota da Organização Concelhia de Cascais, a qual
considera que “depois de ter tentado efectuar uma consulta pública de alteração
ao Plano Director Municipal do Concelho, no pico da Pandemia do COVID-19, em
pleno Estado de Emergência, a Câmara de Cascais volta a realizar uma consulta
pública pouco transparente, desta feita para uma operação de loteamento na zona
costeira de Carcavelos, sem garantir as mínimas condições de acesso à
documentação processual, essencial para uma correcta avaliação e participação
dos munícipes”.


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