Segurança
Por Redação24/09/2018
Foi com
grande serenidade que quatro militares da Direção de Investigação Criminal da
GNR, sediada em Alcabideche, ouviram a juiz presidente do coletivo do Tribunal
de Cascais ler o acórdão que, esta segunda-feira, à tarde, os absolveu de 6
crimes de corrupção passiva de que vinham acusados.
“Finalmente, chegou ao fim um pesadelo de cinco anos”, comentou um dos arguidos no final da leitura do acórdão, durante o qual a juiz presidente do coletivo aludiu ao trabalho de investigação desenvolvido pela Esquadra de Investigação Criminal da PSP, que não terá logrado obter elementos probatórios sustentáveis.
Os quatro militares - o primeiro-sargento Bruno Claro, o cabo-chefe António Sá Costa, o cabo António Teixeira e o guarda Ricardo Adrião - foram detidos em janeiro de 2014, em Alcabideche, e ouvidos na altura, viriam a sair em liberdade, com Termo de Identidade e Residência, a aguardar o desenrolar do inquérito.
Entretanto, mais tarde, o Ministério Público acabaria por acusar os investigadores criminais da GNR, que faziam parte de uma equipa encarregue de investigar furtos de metais não preciosos e de recetação junto de sucateiros, um dos quais, de nacionalidade brasileira, foi mesmo quem os denunciou em setembro de 2013 à PSP.
Ao longo das audiências foram ouvidas cerca de 40 testemunhas arroladas pela acusação e, na sua maioria, pela defesa.
A
procuradora da República Cândida Vilar, bem como o antigo comandante-geral da
GNR, Newton Parreira, foram algumas das principais testemunhas de defesa dos
militares.
“Finalmente, chegou ao fim um pesadelo de cinco anos”, comentou um dos arguidos no final da leitura do acórdão, durante o qual a juiz presidente do coletivo aludiu ao trabalho de investigação desenvolvido pela Esquadra de Investigação Criminal da PSP, que não terá logrado obter elementos probatórios sustentáveis.
Os quatro militares - o primeiro-sargento Bruno Claro, o cabo-chefe António Sá Costa, o cabo António Teixeira e o guarda Ricardo Adrião - foram detidos em janeiro de 2014, em Alcabideche, e ouvidos na altura, viriam a sair em liberdade, com Termo de Identidade e Residência, a aguardar o desenrolar do inquérito.
Entretanto, mais tarde, o Ministério Público acabaria por acusar os investigadores criminais da GNR, que faziam parte de uma equipa encarregue de investigar furtos de metais não preciosos e de recetação junto de sucateiros, um dos quais, de nacionalidade brasileira, foi mesmo quem os denunciou em setembro de 2013 à PSP.
Cândida Vilar e antigo comandante-geral depõem
O julgamento dos quatro militares começou em dezembro do ano passado e prolongou-se por 7 sessões no Tribunal de Cascais.
Ao longo das audiências foram ouvidas cerca de 40 testemunhas arroladas pela acusação e, na sua maioria, pela defesa.
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| Magistrada Cândida Vilar |
Na magistratura desde 1985, Cândida Vilar foi diretora da Unidade de Combate ao Crime Violento no DIAP,
em Lisboa, e processos como "No Name Boys", a "Máfia da
Noite" e o caso que levou Mário Machado e vários outros skinheads a
julgamento foram alguns inquéritos que tiveram a sua marca.
Mais recentemente, Cândida Vilar foi a procuradora na acusação do caso da morte de dois jovens Comandos.
Tribunal ouve brasileiro via skype
Mais recentemente, Cândida Vilar foi a procuradora na acusação do caso da morte de dois jovens Comandos.
Tribunal ouve brasileiro via skype
Este julgamento ficou marcado por uma iniciativa
inédita nos meandros da Justiça.
Uma das testemunhas de acusação no processo, ausente no Brasil, foi ouvido via skype e não através de videoconferência.
Trata-se de Alan Fazollo, de 32 anos, que viu as autoridades
encerrarem-lhe a sucateira que explorava em São Domingos de Rana, tendo
regressado ao Brasil, à semelhança de outras três alegadas vítimas dos
militares agora absolvidos.
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