SUSPEITO DE ALEGADOS ILÍCITOS. Padre António Teixeira a Cascais24: “Mantenho a minha fé e vou rezando”

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18 janeiro 2020
O conhecido e popular Padre António Teixeira, ex-prior da Igreja de Santo António do Estoril e de Nossa Senhora dos Remédios, em Carcavelos, e de Santo Condestável, em Lisboa, alvo de investigação pelo Ministério Público por alegado furto e abuso de confiança, declarou, a Cascais24, que mantém a fé a vai rezando.


“Ainda não está determinado nada”, disse, a Cascais24, o Padre António Teixeira, acrescentando que está de consciência tranquila e que “o advogado está a estudar o processo”.

“Depois se decidirá, como aliás, se definirá a forma e o tempo de reagir às notícias veiculadas”, sublinhou nas declarações a Cascais24.

“Eu, como sempre, mantenho a minha fé e vou rezando”, conclui o padre António Teixeira.

Ao longo das duas décadas e meia de sacerdócio que leva, António Teixeira logrou conquistar uma legião de fiéis, entre jovens e adultos, presos às suas palavras e às suas iniciativas.

Foi a seu pedido que, em julho de 2015 deixou a paróquia de Carcavelos, onde fora pároco desde outubro de 2011, embora houvesse quem atribuísse a sua saída a cartas e SMS anónimos. Ele próprio o revelou e confirmou na altura.

Tomou posse na Igreja de Santo Condestável a 4 de outubro de 2015, numa missa presidida pelo Bispo D. Joaquim Mendes e a 10 de julho de 2016 comemorou o 25º. Aniversário da sua ordenação sacerdotal numa missa de ação de graças presidida pelo cardeal Patriarca D. Manuel Clemente. 

Entretanto, na sequência da investigação foi afastado de Santo Condestável e, atualmente, celebra missa na Madorna.

Durante a sua passagem pelas paróquias do concelho de Cascais, o padre António Teixeira lançou três livros, um deles em abril de 2015 com prefácio do atual Presidente da República, intitulado “Igreja: Um Sonho, Uma Paixão”.

Na oportunidade, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou acerca do Padre António Teixeira que “muito antes do Papa Francisco defender que era preciso fazer chegar a mensagem cristã aos que estão mais distantes, mais carenciados, mais explorados e aos mais jovens (…) já o Prior de Carcavelos utilizava as tecnologias mais avançadas para comunicar essa mesma mensagem.”

Agora, segundo noticias veiculadas por alguns órgãos de Comunicação Social, o Ministério Público acusou António Teixeira, ou o “padre Tó” de ter usado dinheiro de esmolas para proveitos próprios e para comprar carros. O sacerdote estará, ainda, acusado de ter vendido arte sacra das paróquias que tinha a cargo no valor de dezenas de milhares de euros.

“O padre ficou formalmente acusado dos crimes de furto qualificado, de abuso de confiança agravado e branqueamento de capitais, o que lhe pode valer 12 anos de prisão, diz o jornal Público.

A maioria dos carros eram usados e de gama média, mas o pároco, que auferia 820 euros mensais líquidos, também chegou a comprar um Mercedes classe A por 36 mil euros.

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