COVID19
Por Redação30 junho 2020
A partir de esta quarta-feira,
dia 1 de julho, viajar gratuitamente nas 31 carreiras municipais de Cascais só
com o cartão “Viver Cascais”. Chega, assim, ao fim o chamado período de “Portas
Abertas” com dezenas de utentes a queixarem-se da “falta de condições” e de
alguns motoristas que teimam em negligenciar as recomendações da Direção Geral
da Saúde e da própria Scotturb, colocando em risco a saúde pública.
Recorda-se que desde o dia 1
de janeiro que todos autocarros municipais foram gratuitos, numa iniciativa
pioneira no nosso País, tendo esta reforma contado com um período de transição,
alargado no âmbito do confinamento da pandemia da Covid19.
Entretanto, as queixas de
utentes são mais do que muitas, na medida em que, afirmam, “muitos autocarros
andam a circular em período de pandemia Covid19, sem condições de arejamento”. Muitos
não possuem janelas de abrir e a alternativa são as escotilhas, que permanecem
fechadas. Em regra, quando interpelados, os motoristas alegam “avaria”. À semelhança
do ar condicionado.
“Se há avaria, o que custa a
crer, não existem condições de circulação”, diz, a Cascais24, uma utente da
carreira 413, que faz a ligação entre Cascais e o Estoril. “Os passageiros,
muitos deles idosos, não podem é continuar a viajar em autocarros que não
cumprem com as recomendações”, acrescentou.
“Há diariamente pessoas a
reclamar e a sentirem-se mal e quando algo de mais grave acontecer quem é que
vai assumir a responsabilidade?” questionou outro utente, segundo o qual “é exigível,
no mínimo, que sejam cumpridas as regras de segurança neste período de Covid19,
quando é sabido que os meios de transporte constituem um dos mais perigosos
meios de contágio”.
Ainda há dias, no final de uma
viagem, uma utente abordou os fiscais no terminal de Cascais e a resposta foi “vá
queixar-se à autoridade dos transportes da Câmara”.
A situação de risco para a
saúde pública vivida em alguns autocarros de Cascais, cuja sobrelotação de
passageiros também tem sido notória, tem sido alvo de alertas em Cascais24 e,
aparentemente, continua a persistir.



2 comentários:
Casa onde não há pão... A situação é muito preocupante, sendo que Cascais não tem o exclusivo, infelizmente, como sabemos. Mas no caso de Cascais, com a criação da referida Autoridade Municipal de Transportes (que a seu tempo se verá como é prejudicial para os munícipes utentes dos autocarros), através da qual, com a bengala municipal, foi ajuizado formular novo contrato de concessão até há pouco entregue à Scotturb. Ora, é aqui que a porca torce o rabo (e não falemos por agora na degradação inevitável do material que chegará com o tempo), num longevo contrato de concessão a 11 anos. Agora, com a pandemia à porta, a empresa está a dispensar pessoal, atemorizando quem está, subcontratando, sem formação e qualificação do pessoal, visando a redução de custos e os resultados são inevitavelmente estes: desresponsabilização, desmotivação, redução (ainda mais) da qualidade do serviço. E vai piorar. Agora tiveram a atitude pioneira: os utentes oriundos dos concelhos limítrofes (e estes pagam) têm de apear, medir a temperatura e depois tomar um autocarro das carreiras municipais. Gente inteligente e de elevada eficácia e solidariedade cívica e humana.
Ainda a propósito do carreirismo: para quando os senhores vereadores com pasta em vez de falsamente desmentirem quem os denuncia, representantes do povo que os elegeu, deixarem o popó do erário municipal em casa, dispensarem motorista às ordens para todas as ordens, e viajarem nos autocarros das maravilhas que anunciam e serve grande parte da população e verificarem com os próprios olhos ou óculos de ver o que realmente se passa? Ou estes senhores e senhoras julgam-se de uma casta superior e não têm de dar satisfações a ninguém? Ou só se lembram que existem pessoas nas vésperas das eleições? Ah se este povo soubesse a força que tem...
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