Ministério Público elogia trabalho da GNR e vai recorrer contra libertação de suspeito de violação de mulher nas Fontaínhas

Segurança


O trabalho da GNR de Alcabideche e dos peritos do Núcleo de Apoio Técnico, vulgo CSI, desenvolvido no âmbito do caso da violação de uma mulher, nas Fontainhas, esta sexta-feira, foi elogiado pela Procuradora do Ministério Público durante a audição do suspeito perante a juiz de Instrução Criminal que, este sábado, acabou por decidir pela sua libertação, conforme Cascais24 avançou em primeira mão.

A magistrada do Ministério Público, apurou Cascais24, classificou de "excelente", "muito profissional" e "exemplar" o trabalho desenvolvido, quer pelos militares do Subdestacamento da GNR de Alcabideche, destacados para as diligências, como, também, pela equipa do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) na recolha e preservação de vestígios.

Depois de ter proposto a prisão preventiva para o suspeito, foi com surpresa e algum choque que a Procuradora viu a juiz de Instrução Criminal libertar este sábado, à tarde, o homem, de 55 anos, desempregado e antigo pintor de automóveis, a viver com a mãe e um sobrinho num bairro de Alvide. 

Também entre todos os militares, e até alguns superiores hierárquicos, envolvidos na operação, a libertação do suspeito causou uma enorme "perplexidade" e deixou muitos "indignados", no entanto com um "profundo sentimento do dever cumprido".

Noticia da libertação do suspeito
O suspeito, recorda-se, foi libertado mediante duas apresentações semanais no Subdestacamento da GNR de Alcabideche, que o deteve, e ainda a proibição de aproximar-se ou manter contato com a vítima- uma mulher, de 63 anos, que ainda continua hospitalizada.

A Procuradora-Adjunta da República manifestou, entretanto, intenção de recorrer da decisão da juiz de Instrução Criminal, que libertou o arguido.

Noticia avançada em primeira mão por Cascais24
Conforme Cascais24 noticiou em primeira mão, a alegada violação brutal registou-se esta sexta-feira, à tarde, no anexo que a mulher habita nas Fontainhas.

A vítima manteria uma relação de amizade com o suspeito e terá consentido manter relações sexuais. Estas, no entanto, a partir de certa altura, assumiram contornos de sadomasoquismo, levando a mulher, a implorar, aos gritos, que terão chegado a ser ouvidos pelos vizinhos, que não chamaram as autoridades, a que o homem parasse, o que não veio a acontecer.

Bastante debilitada e a sangrar, a mulher ainda teve forças para apanhar um táxi e recorrer à urgência do Hospital de Cascais, onde acabou por ter que ser suturada com vários pontos aos níveis da vagina e do ânus, encontrando-se ainda internada, depois de ser também submetida a exames no Instituto Medicina Legal.

O suspeito acabaria por ser detido algumas horas depois da mulher ter dado entrada no Hospital de Cascais.


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