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Eleições podem fazer regressar estabilidade à Associação dos Bombeiros de Parede

Atual

Por Redação
18 março 2019

A eleição prevista para esta sexta-feira para os orgãos sociais pode marcar o regresso da estabilidade à Associação Humanitária de Bombeiros de Parede “Amadeu Duarte” que, ultimamente, tem vivido momentos de autêntica “guerrilha” entre um dos vogais e outros dirigentes.

A este ato, em que deverão ser eleitos os orgãos sociais para um mandato até 2021, concorrem duas listas, a A liderada pelo advogado Luís Castelo (e tendo como mandatário Manuel João Almeida)  e a B  encabeçada pelo engenheiro José Dias.

Esta Assembleia Geral foi convocada pela respetiva mesa, mas tem vindo a ser contestada pelo vogal Jorge Lourenço Martins. Em causa parece estar a sua destituição como presidente interino e o seu regresso ao cargo de vogal, deliberada pelo Conselho de Administração em reunião a 8 de março. Jorge Martins foi designado para o cargo, na sequência da saída, em outubro passado, por motivos de saúde, do presidente Manuel João Almeida e, segundo alguns membros do Conselho de Administração, desde então tem vindo a promover um clima de “intimidação e de perseguição de quantos não obedecem aos seus ditames autoritários, manipulando e falseando a informação”, para além de “ promover a mentira e a confusão junto dos associados por forma a impedir o normal funcionamento da Associação”.

Jorge Lourenço Martins fala em "manobras" (Foto CMTV)
Já em declarações recentes à CMTV, Jorge Lourenço Martins, por sua vez, denunciou que ao chegar à presidência, “descobriu que havia uma manobra de alteração de fichas para obterem votos”. E explicou que “pegavam numa ficha antiga e punham lá o nome de um novo”. Martins acusa quatro pessoas, que não especificou, por aquilo que considera “manobras”, que culminaram na sua destituição como presidente interino e o recolocam na posição de vogal. Diz que, entretanto, entrou com ações e uma providência cautelar.

Para os membros do Conselho de Administração, Jorge Martins “está agarrado ao poder”, protagonizando toda uma atuação de que só se conhece paralelo no recente “caso Bruno de Carvalho”. “Autoproclamando a sua continuidade nas funções de presidente, passou a executar um meticuloso plano de controlo absoluto e unipessoal da Associação e com uma indesmentível ausência de senso e não pouco recurso a descaradas mentiras usou as suas habilidades' de advogado para promover processos judiciais contra todos aqueles que procuraram suster os seus desacatos, pretendeu impedir a maioria dos membros do Conselho de Administração de exercerem as suas funções, mudou fechaduras nas instalações da direção, bloqueou os acessos dos dirigentes aos seus computadores e passou a impor sozinho as decisões que legal e estatutariamente competem a outros membros da direção ou ao conjunto do Conselho de Administração”, afirmam.

Jorge Martins é, ainda, apontado por outros dirigentes de, “em alguns casos, ter usurpado as funções que são da exclusiva responsabilidade de outros Órgãos Sociais”. E apontam o caso, mais recente, da condução do ato eleitoral cuja responsabilidade é, por inteiro, da Mesa da Assembleia Geral e que o ex-presidente cooptado pretende, inequivocamente, boicotar, com argumentos absurdos de estar à espera de informações da Autoridade Tributária ou do resultado das muitas queixas que tem vindo a interpor junto de diversas autoridades judiciais”, para além de, ainda a 15 de janeiro, na qualidade de presidente do Conselho de Administração da Associação, ter enviado a todos os associados um email, no qual dá a saber que “está em reta final o mandato dos atuais Órgãos Sociais” e agradece “a quem esteja interessado em fazer parte de qualquer um dos Órgãos Sociais, que manifeste a sua disponibilidade” para o remetente do mesmo email, no qual afirma que os associados podem candidatar-se a uma lista por si encabeçada, ou escolherem uma outra encabeçada pelo atual Presidente do Conselho de Administração, manifestando a sua preferência pelo Órgão Social a que desejem pertencer”.

Corpo de Bombeiros quer estabilidade na quase secular instituição
Finalmente, membros do Conselho de Administração lamentam a atuação do vogal Jorge Martins, que “nos últimos dias parece apostado em fazer escalar a conflitualidade para níveis preocupantes e pretende manipular alguma comunicação social para espetáculos mediáticos que mais não visam do que desfocar a boa imagem da AHBP e de quantos a ela se dedicam na tentativa de impedir a realização do ato eleitoral do próximo dia 22 de março”.

Entretanto, o corpo de Bombeiros de Parede, que tem seguido este conflito com alguma preocupação, só espera que o próximo ato eleitoral de sexta-feira traga “a estabilidade necessária ao tranquilo e normal funcionamento da quase secular instituição”.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Olha que tropa esta.
Um ex-presidente da Junta da Parede.
Uma ex-vereadora do mês partido do ex-presidente.
Um Comunista que só sabe dizer mal de tudo e todos e armado em trol nas redes sociais.
E que tal deixarem a política fora dos bombeiros????
Voltaram ao cacique que faziam na rua direita em Cascais onde nas eleições para os órgãos internos de um certo Partido, se mandava fazer fotos na hora e se fazia uma ficha de militante na rua para irem votar????
Tenham vergonha

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