Inquérito ao negócio entre Câmara e Chabad avança no DIAP de Sintra

Atual

Por Redação
06 março 2019
O inquérito ao polémico negócio entre a Câmara Municipal de Cascais e a Associação Chabad para a construção de um centro judaico na Costa da Guia, a cargo da 3ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra, encontra-se em fase avançada, com a inquirição de vários intervenientes, apurou Cascais24.

A abertura do inquérito surgiu na sequência de uma participação, alegadamente anónima, feita em fevereiro do ano passado ao Ministério Público (MP).

Em causa está a decisão do executivo de Cascais que, em 2016, deliberou ceder um espaço de 5.000 m2 em área verde da Costa da Guia à Associação Chabad Portugal para esta aí instalar o seu local de culto, salas e uma biblioteca, “privatizando” assim, no entender dos moradores, um espaço que devia permanecer verde, público e de livre acesso.

A cedência causa ainda mais polémica por ter sido feita por um período de 50 anos renovável por períodos de 25 anos, não podendo a Câmara Municipal de Cascais obstar a essa renovação, contra o pagamento de uma renda simbólica de 744 euros por mês numa das zonas com o m2 mais caro de Cascais. Além do mais, o projeto prevê que a área venha a ser murada, isolando o parque infantil contíguo do espaço cedido à Associação Chabad.

Em causa, ainda, o facto de a Câmara de Cascais ter anteriormente cedido o espaço para área verde destinada aos moradores, tendo voltado a readquirir o mesmo por dois milhões de euros para, a seguir, o ceder à Associação Chabad Portugal. 


A contestação dos moradores tem sido enorme, com o movimento SOS Costa da Guia não só a avançar com processos junto da Justiça, como, também, a organizar protestos pacíficos.

Os protestos subiram de tom nas últimas semanas, na sequência dos trabalhos de abate de árvores, os quais culminaram mesmo numa manifestação que juntou largas dezenas de moradores.

Nestes últimos meses, segundo Cascais24 apurou, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra tem vindo a inquirir diversas pessoas ligadas ao processo, entre as quais moradores que integram o movimento contestatário SOS Costa da Guia.

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