RENÚNCIA DE INDEPENDENTES. Socialistas prometem continuar a trabalhar por Cascais

Atual


Por Redação

A comissão politica concelhia do PS, reunida esta terça-feira, à noite, para analisar a renúncia dos três deputados municipais Independentes, considerou que “a relação que temos desde sempre com os elementos independentes em questão foi assente e continuará a ter por base um trabalho profícuo a bem de Cascais, onde cada um de nós acrescenta o seu contributo em prol de um Concelho verdadeiramente “elevado” às pessoas, inclusivo, com valor, competitivo e cosmopolita”.

No entanto, Luís Miguel Reis, presidente da concelhia do PS de Cascais, que reconheceu que "passado o ato eleitoral e não tendo sido possível um resultado que nos permitisse a todos ter uma ação mais interventiva sobre as decisões políticas, persistem no entanto, tal como referiu a Isabel Magalhães, as variadas razões que alegou para justificar a sua intenção de não se candidatar há um ano atrás".

Ainda de acordo com o presidente da concelhia do PS, “os jogos político-partidários, os ambientes crispados e as lutas intestinas que se sobrepõem aos interesses de Cascais”, referidos por Isabel Magalhães no seu discurso de renúncia, "é um sentimento que não tem a ver com o partido A, B ou C", sendo, "infelizmente o resultado da ação de todos os intervenientes que, em vez de procurar elevar a ação política e de democraticamente aceitarem as diferenças, entendem que qualquer visão diferente é uma postura de conflito ao invés de se configurar como algo de construtivo”.

“Basta assistir às reuniões de Câmara para perceber que um debate interessante rapidamente se transforma num combate verbal exacerbado”, precisou Luís Miguel Reis que, esta terça-feira, à noite, viu a comissão politica concelhia subscrever um comunicado enviado momentos antes a Cascais24 e no qual promete que “tudo fará para que essa forma de estar na política se esgote e no futuro, estou certo, naquilo que é essencial para o nosso concelho e para os cascalenses, continuaremos a trabalhar juntos por Cascais”.

Luís Miguel Reis não deixou, ainda, de lamentar “a leitura que tem sido propagada nos órgãos de comunicação social, que está enviesada por quem tem essa capacidade de gerar notícias e as promover a seu belo prazer”.

"Aliás, é uma técnica milenar de procurar dividir para reinar ou no caso concreto para se eternizar no poder em Cascais”, acusa o presidente da concelhia do PS.

Isabel Magalhães, Marita Ferreira e Pedro Rocha dos Santos, os deputados independentes que renunciaram aos mandatos, esta segunda-feira, na Assembleia Municipal, serão substituídos, segundo o presidente da concelhia do PS, "pelos que estão a seguir na lista, como decorre da lei".

 














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5 comentários:

Manuel Costa Pereira disse...

Tanta hipocrisia ....(mas nisto do discurso angelical são bons !)
Em Cascais estamos nas mãos dos 'Carreiras' e dos carreiristas muito por causa do PS.
O Dr. Manuel Rua (que foi um entusiástico apoiante da candidatura do PS) tem toda a razão quando escreveu "o partido socialista negociou o ganho do PSD … como contrapartida para assegurar a sua vitória num outro circulo eleitoral qualquer onde lhe convinha ganhar. Era, por demais, evidente que Gabriela Canavilhas não tinha qualquer resquício de hipótese contra a candidatura musculada de Carlos Carreiras".
Obviamente!
Acham que as trapalhadas que o Carlos Carreiras (não esqueçamos que era ele o responsável pelas eleições autárquicas no PSD) arranjou na eleição para Lisboa (que quase deram a maioria absoluta que o PS pretendia em Lisboa) foram apenas por incompetência? Não tenhamos ingenuidades que Carlos Carreiras sabe muito bem gerir os seus negócios.
Há muitos anos que a 'oposição' do PS de Cascais ao Carlos Carreiras é só fachada para enganar os eleitores. E o PS (nacional) é conivente com este pântano "socialista" em Cascais porque há fortes interesses (pessoais, e não só) em jogo.
As estreitíssimas relações dos chefes do PS de Cascais com os chefes do PSD em Cascais (nomedamente com o Sr.Piteira Lopes) são por demais conhecidas tanto no plano das amizades pessoais como na comum pertença a algumas organizações (umas públicas outras 'reservadas').
É verdade que em Cascais há militantes do PS que são convictamente oposição à situação anti-democrática que se vive no concelho. Mas esses são só um 'raminho de salsa' para dar côr ao cozinhado.
Os que mandam além de incompetentes (como refere o Dr Manuel Rua) estão nas mãos de Carlos Carreiras.
E só tenho pena porque quem fica a perder somos todos nós que vivemos em Cascais.

Anónimo disse...

Este sr. assessor do secretário de Estado que manda no PS aqui em Cascais pega nas palavras da Drª Isabel Magalhães quando disse estar farta dos «jogos político-partidários, os ambientes crispados e as lutas intestinas que se sobrepõem aos interesses de Cascais», para dar-lhe a volta e dizer que este «é um sentimento que não tem a ver com o partido A, B ou C, sendo, infelizmente o resultado da ação de todos os intervenientes»
Esperteza 'saloia' esta de deitar as culpas para cima dos outros.
Mas o "ambiente crispado, com lutas intestinas que se sobrepõem aos interesses de Cascais" é o retrato do PS em Cascais.
O PS de Cascais é apenas um pequeno grupo de ex-jotinhas a esperam-se facas uns aos outros para terem um tachinho qualquer com total desinteresse pelos problemas e pelas pessoas de Cascais.
O resto é "conversa de padreca" para nos enganar.

A bem de Cascais

Anónimo disse...

Lá diz o proverbio popular:separar o trigo do joio, em função do exposto incluindo comentários.

A Bem de Cascais

Anónimo disse...

A suposta politica em Cascais está carregada de profissionais da politica para carreira em proveito próprio, de segundas e terceiras escolhas, e aspirantes a politicos ; recentemente deu entrada mais um que criticou o proprio Estado , ao invocar que o seu Ministério se tinha equivocado em detrimento de obrigações de um ex primeiro ministro , é seguramente mais uma aquisição para beneficiar os municipes de Cascais ...
Os municipes têem efectuado a oposição a este regime autocrático, emitindo autênticas e reais moções de censura na rua , e que se acautelem os ditos politicos , porque seguramente nas próximas eleições autarquicas os movimentos de cidadania e independentes, terão uma palavra importante como factor decisor politico, esgotado que está o actual regime , navegando sem rumo , sem estratégia, sem liderança para as PESSOAS , amontoando-se os escândalos e casos noticiados .

A Bem de Cascais

Anónimo disse...

Falemos de descentralização com alguns dos politicos que temos cá na praça .
Pensam e sobretudo dizem que a descentralização se deve aos politicos do passado e presente ...que deve ser efectuada a velocidades diferenciadas, e que deveriam ter mais peso na educação e cultura, serviços , mobilidade articulada na respectiva area metropolitana com passes colectivos únicos , maior peso no património do Estado para rentabilização económica do mesmo...estão os municipes a ter uma visão do que seria com a actual classe politica reinante em Cascais , liderar para as PESSOAS ??? como seria ? quem defendia os municipes destes ditos profissionais da politica ?

De facto , é uma decisão nacional, a que só um referendo pode decidir em consciência da liberalização da descentralização do Estado , delegando competências nos municipios.

A BEM de Cascais

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