Segurança
Por Redação20 dezembro 2019
"Muito oportuno e dissuasor", foi como uma fonte próxima da investigação considerou o Alerta lançado por Cascais24 sobre a atuação de um gang envolvido no ataque a condutores para extorquir dinheiro nos Multibancos, na região de Cascais e na sequência do qual não houve registo de mais assaltos.
"À partida, depois de uma tentativa frustrada e de um sequestro com roubo consumado, só existe uma explicação aparente para que estes assaltantes não voltassem a atuar", fez notar a mesma fonte, segundo a qual "a noticia do Cascais24 , com "milhares de partilhas nas redes sociais" pode ter funcionado como elemento suficientemente dissuasor".
"A oportuna e pública divulgação da existência do gang, que teve largas repercussões junto da opinião pública, pode ter levado os assaltantes a resguardar-se", acrescentou.
Também o coordenador de Investigação Criminal, João Bugia, que dirige a Secção Antirroubo da PJ reconheceu a Cascais24 que, neste caso, "as noticias divulgadas podem ter funcionado como um elemento dissuasor".
No entanto, salvaguardou, "prosseguem as investigações para identificar, localizar e deter os suspeitos", que atuaram encapuzados e sob a ameaça de facas.
Também o coordenador de Investigação Criminal, João Bugia, que dirige a Secção Antirroubo da PJ reconheceu a Cascais24 que, neste caso, "as noticias divulgadas podem ter funcionado como um elemento dissuasor".
No entanto, salvaguardou, "prosseguem as investigações para identificar, localizar e deter os suspeitos", que atuaram encapuzados e sob a ameaça de facas.
Recorda-se que o alerta lançado por Cascais24 denunciava o modus operandi dos assaltantes, aconselhava os condutores a adoptar medidas preventivas e revelava que os inspetores da Brigada Antirroubo da PJ de Lisboa e Vale do Tejo estavam no seu encalço - elementos que terão contribuído, pelo menos até ao momento, para que não voltassem a atuar.
Para
já, as autoridades têm registo de dois assaltos, um que não passou de
tentativa e outro consumado, ambos com um curto espaço temporal de, pelo
menos, 24 horas.
O primeiro ataque teve lugar, de madrugada, na rua H. Barrilaro Ruas, na Parede. Um condutor, 33 anos, tinha acabado de estacionar o seu veículo, marca Renault, elétrico, quando foi surpreendido pela entrada abrupta de três assaltantes pelas portas da retaguarda.
Manifestando grande sangue-frio, o condutor logrou saltar com agilidade para o exterior e colocar-se em debandada, levando consigo as chaves de ignição da viatura.
Os assaltantes acabaram por abandonar o veículo e fugir.
Cerca de 24 horas depois, suspeita-se que os mesmos assaltantes tiveram mais sucesso ao fazer refém um condutor, de 36 anos, em Abóboda.
Sob a ameaça de uma faca, os assaltantes obrigaram o automobilista a dirigir-se a uma caixa Multibanco, em Tires, forçando-o a levantar cerca de 200 euros.
De seguida e sempre com a vítima ao volante, ordenaram que regressasse a Abóboda, junto à habitação, onde o libertaram e colocaram-se em fuga, não sem antes lhe devolverem o cartão Multibanco e as chaves do carro, mas levando-lhe o telemóvel para que não comunicasse de imediato com a polícia.
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