Estoril Praia “tranquilo” com buscas da operação “Fora de Jogo”

Segurança

Por Redação
04 março 2020

O Estoril Praia também foi alvo da operação “Fora de Jogo”, lançada esta quarta-feira no continente e no arquipélago da Madeira no âmbito de um inquérito relacionado com negócios do futebol profissional e que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR) são “suscetíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais”, mas fonte próxima dos estorilistas assegurou, a Cascais24, que do lado da SAD do Estoril “está tudo tranquilo”, na medida em que “está tudo documentado”.

Segundo Cascais24 apurou, em causa podem estar transferências e comissões de, pelo menos, três jogadores para o FC do Porto, no período entre 2013 e 2016.

Já há cerca de um ano, no entanto, a própria SAD do Estoril tinha enviado toda a documentação solicitada, então, pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, garantiu, a Cascais24, outra fonte próxima dos estorilistas, segundo a qual nas buscas realizadas pelos inspetores tributários “absolutamente nada foi procurado acerca da vida financeira do Estoril Praia Futebol SAD”.

Outra fonte afirmou, a Cascais24, que “no Estoril Praia aguarda-se com toda a serenidade, confiança e tranquilidade” o desenrolar do inquérito, cujo foco principal provavelmente incidirá nos negócios do FC do Porto.

Recorda-se que a SAD do Estoril foi adquirida em 2010 pela empresa brasileira Traffic Sports Europe, quando a equipa profissional do clube militava na II Liga. Atualmente e desde o ano passado a SAD foi adquirida pelo grupo MSP Sports Capital e passou a ser presidida por Jeffrey Saunders.

De acordo com uma nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República, a operação “Fora de Jogo”, durante a qual não foram feitas detenções ou constituídos arguidos, mobilizou 9 magistrados do Ministério Público do DCIAP, 7 magistrados judiciais, entre eles o super-juiz Carlos Alexandre, 101 inspetores Tributários e 181 militares da Unidade da Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Envolveu 76 buscas, algumas domiciliárias, nomeadamente em diversos clubes de futebol, respetivas sociedades anónimas desportivas e dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários, entre os quais o super-agente desportivo Jorge Mendes e a empresa que lidera, a Gestifute.
 
Para além dos quatro grandes clubes, Sporting, Benfica, Porto e Braga, as buscas tiveram, ainda, como alvo o Guimarães, Portimonense, Estoril e Marítimo.
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