PERSEGUIÇÃO. Forçou ex-companheira “a alterar rotinas de vida e de trabalho”

Segurança

Por Redação
14 fevereiro 2020

Proibição de contatos e o afastamento da residência e dos locais de trabalho da vítima, com fiscalização por meios de controlo à distância, foram as medidas de coação aplicadas esta quinta-feira pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais a um arguido indiciado pela prática de um crime de violência doméstica.

Segundo os indícios recolhidos nos autos, diz o Ministério Público, o arguido manteve uma relação amorosa com a vítima até ao início de janeiro de 2020, altura em que se separaram.

“Durante o período de coabitação, o arguido, por várias vezes, perpetrou episódios de violência para com a sua companheira, agredindo-a com empurrões e pontapés, e proferiu afirmações que a ofenderam e lhe provocaram medo, fazendo-a recear pela sua vida e integridade física”.

“Para além disso, acrescenta o MP, ainda procurava controlar os seus passos”.

Esta situação acabou por agravar-se com a separação.

“O arguido passou a perseguir a vítima, contactando-a telefonicamente várias vezes e procurando-a junto dos locais de trabalho, obrigando-a a alterar as suas rotinas de vida e de trabalho”, revela o DIAP de Cascais.

De acordo com o DIAP de Cascais, que investiga o processo, “o tribunal considerou que as exigências cautelares, principalmente o perigo de continuação de atividade criminosa seria suficientemente acautelado mediante a imposição ao arguido da medida de coação de proibição de contactos e o afastamento da residência e dos locais de trabalho da vítima, com fiscalização por meios de controlo à distância".
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