Saúde
16 maio 2019
Apesar da administração do Hospital de Cascais, vulgo Dr. José de Almeida, repudiar e negar uma reportagem avançada pela SIC de haver alegada falsidade nos resultados clínicos e algoritmos do sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas que são pagas à parceria público-privada, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e o Ministério Público abriram inquéritos para que seja averiguada, até à exaustão e cabalmente a denúncia.
A denúncia foi feita à
SIC por atuais e ex-funcionários da unidade hospitalar, maioritariamente
enfermeiros.
Na sequência da
reportagem, o Conselho de Administração do Grupo Lusíadas, que detém a parceria
público-privada do Hospital de Cascais, numa nota enviada à Comunicação Social,
entre a qual Cascais24, garante que “não tem conhecimento de quaisquer
denúncias efectuadas por quaisquer profissionais a quaisquer entidades
judiciais ou extrajudiciais, nomeadamente ao seu conselho de administração”.
No mesmo comunicado, o
“Hospital de Cascais repudia e nega formalmente qualquer envolvimento no
falseamento de quaisquer resultados clínicos ou de quaisquer algoritmos de
sistema de triagem” e acrescenta, que, contudo, tendo em consideração que os
factos relatados na reportagem, “a terem ocorrido, se referem a comportamentos
individuais, o Grupo Lusíadas irá proceder à aferição da veracidade dos mesmos
e no caso de haver comportamentos inadequados, de proceder à implementação das
correspondentes acções correctivas”.
Na nota divulgada, a
administração assegura, ainda, que o hospital “respeita a independência e
idoneidade técnica dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de
triagem, de tratamento dos doentes e de codificação clínica” e explica que “os processos
internos de triagem são auditados regularmente por equipas de auditoria
internas certificadas e anualmente pelo Grupo Português de Triagem”.
Finalmente, a
administração do hospital reafirma que “o processo interno de codificação
clínica do Hospital de Cascais é baseado nas melhores práticas e visa assegurar
a melhor prestação de cuidados de saúde aos doentes, sendo executado por
diferentes intervenientes médicos, dotados de total autonomia técnica e
devidamente habilitados para o efeito”.
Já o ministério da
Saúde garante que “acompanha em permanência a execução dos contratos-programa
das Parcerias Público-Privadas (PPP) na Saúde, através
da respectiva Administração Regional de Saúde (ARS), que procede a
auditorias de forma sistemática, regular e permanente”, mas anunciou em nota
que “face às denúncias relatadas na reportagem da SIC, o Secretário de
Estado Adjunto da Saúde, Francisco Ramos, determinou à Administração Regional
de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a abertura de um processo de inspecção ao
Hospital de Cascais por forma ao cabal esclarecimento destas matérias”.
Também o Ministério
Público abriu um inquérito.



1 comentário:
Quem frequenta este Hospital numa parceria com dinheiros publicos , sabe a verdade do que se passa ... e de facto na primeira pessoa, estive com o meu pai de 85 anos numa urgencia, encaminharam para uma outra ala norte do hospital que também efectuava urgencia , e pelas 24 horas, por falta de médicos mandaram novamente para recepção principal das urgencias ...as pessoas que lá estavam protestaram e um médico mandou a GNR identificar quem exercia os seus direitos de cidadania ... saimos pelas 03 horas da manhã ...uma vergonha num Hospital que devia ser de excelencia , e pidesco o tratamento dado aos utentes ... o caso das "burkas" é outro episódio inenarrável ... o velho Hospital de Cascais era superior em profissionalismo, e atenção aos utentes .
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