ESPANCAMENTO. PSG abandona segurança em estabelecimentos de diversão noturna

Segurança


A empresa de segurança privada PSG, sediada no Monte Estoril, vai abandonar o negócio da segurança em estabelecimentos de diversão noturna, anunciou este sábado a administração liderada por Pedro Martins.

A decisão da empresa, que está no mercado da segurança privada há dez anos e emprega cerca de 1000 pessoas, surgiu na sequência das agressões no exterior da discoteca Urban Beach, em Lisboa, que envolveu seguranças, dois dos quais viram este sábado confirmadas a prisão preventiva, e no anúncio do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que ordenou à PSP uma fiscalização rigorosa à atividade da PSG.

Segundo o comunicado divulgado pela administração da PSG, "ao contrário do que tem vindo a ser divulgado nos meios de comunicação social, a atividade  da PSG não se enquadra exclusivamente nem maioritariamente na segurança de estabelecimentos de diversão noturna". 

De acordo com a PSG, "muito pelo contrário, esta área de atuação representa cerca de 3% do volume de negócio da empresa, sendo que os restantes 97% respeitam a clientes institucionais, públicos e privados, com relações contratuais duradouras, com os quais a PSG manteve, mantém e pretende manter uma relação de confiança e rigor, que corresponda ao reconhecimento da qualidade dos serviços por si prestados".

"Pelo respeito que merecem os seus clientes institucionais, públicos e privados, que  confiam, para a proteção de pessoas e bens, na qualidade e formação dos serviços prestados pelos seus trabalhadores, a PSG bem como os restantes trabalhadores, não se revê, de forma alguma, nos atos praticados no passado dia 01 de novembro, sendo os mesmos completamente contrários aos valores, princípios, normas e  diretivas da empresa", lê-se no comunicado.

Ainda segundo a PSG, "por ter plena consciência da gravidade dos factos ocorridos e por respeito à sua equipa de colaboradores, aos seus clientes, bem como ao público em geral, a Administração da PSG, dentro da responsabilidade social que lhe cabe, deliberou que irá cessar todos os contratos referentes a estabelecimentos de diversão noturna, com a finalidade de se distanciar de situações semelhantes, já que malogradamente, não conseguiu evitar as ocorridas".

Referindo-se, ainda, aos acontecimentos violentos em que seguranças seus espancaram dois jovens, junto à discoteca, a empresa de segurança privada revela na mesma nota tornada pública que,"ao ter  tomado conhecimento dos factos, a PSG instaurou de imediato os necessários processos disciplinares e suspendeu   preventivamente os trabalhadores envolvidos no incidente, enquanto decorre o processo disciplinar, para aplicação das sanções disciplinares que se mostram necessárias, cumprindo a legislação laboral nesta matéria, na qualidade de entidade patronal dos autores dos factos". 

A administração da PSG não deixa de lamentar no mesmo comunicado que, "apesar de entender que constitui obrigação dos órgãos de comunicação social informar e alertar a comunidade para a gravidade da situação, e a necessidade de serem tomadas medidas que sejam aptas a impedir este tipo de comportamentos, não pode a PSG deixar de repudiar a constante ligação que tem vindo a ser feita entre os acontecimentos e a atividade desta sociedade".






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