Segurança
Por Redação13/09/2018
O Grupo
Protecção Total, encarregue da segurança na discoteca Tamariz, no Estoril,
suspendeu um segurança que, de acordo com um vídeo posto a circular nas redes
sociais, espancou um jovem cliente, com pontapés, joelhadas e murros na cabeça,
faz esta quinta-feira uma semana.
Nos 23
segundos de duração do vídeo, vê-se dois seguranças, um dos quais a agredir
brutalmente o jovem, que não esboça qualquer reação, aparentando até estar inconsciente.
Cascais24
apurou junto de fonte policial que, pelo menos, até ao momento, não foi
formalizada qualquer queixa por parte da vítima.
Já António
José Foito, diretor de operações do Grupo Protecção Total, com sede em Lisboa, confirmou
as agressões ao Jornal de Noticias (JN) e garantiu mesmo que o segurança
foi suspenso no âmbito de um processo disciplinar.
Ainda
segundo o diretor de operações da empresa de segurança, o incidente terá
começado no interior da discoteca. "Um jovem estava alcoolizado e a
ultrapassar todos os limites. Foi-lhe pedido para sair e ele acatou a ordem.
Mas à porta da discoteca, agrediu o vigilante com um murro na
cara", explicou.
O segurança
descontrolou-se e acabou por espancar o jovem no exterior do clube de diversão
noturna. António José Foito considerou o comportamento do segurança como “um ato
inadmissível" e revelou ao JN que o mesmo foi suspenso de funções e alvo
de um processo disciplinar. "Trabalha na empresa há algum tempo e nunca
criou problemas", concluiu o diretor de operações do Grupo Protecção
Total.
Coagido a apagar vídeo
Na madrugada
da agressão, soube Cascais24, a PSP do Estoril foi apenas acionada pelas 4h45
por um jovem, que acusou seguranças da discoteca de o terem coagido a apagar um
vídeo no qual captava imagens de agressões a um cliente.
A verdade é
que, segundo fonte policial, ainda não está suficientemente esclarecido se as
imagens tinham a ver com as mesmas agressões divulgadas nas redes sociais.
O jovem, que
também não formalizou queixa, afirmou aos agentes da PSP no local que os
seguranças lhe tinham “apertado o pescoço” e exigido que apagasse o vídeo, o
que terá acabado por fazer.
Relativamente
a este incidente, em que a PSP procedeu apenas à elaboração de uma
participação, o responsável pelo Grupo Protecção Total assegurou ao JN que “os
seguranças negaram o episódio”.


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