Suspeito de liderar desvio milionário na área da saúde no Brasil compra casa em Cascais por 1 milhão de euros

Atual

Por Redação
15 dezembro 2018

Suspeito de liderar um esquema na área da saúde, no Brasil, que terá rendido 15 milhões de reais, o empresário com cidadania portuguesa Daniel Gomes da Silva adquiriu recentemente uma casa, em Cascais, por 1 milhão de euros.


Segundo a Imprensa brasileira, Daniel Gomes da Silva foi preso esta sexta-feira no aeroporto Tom Jobim, no Galeão, quando regressava de Portugal ao Brasil.


Empresário foi preso ao desembarcar esta sexta-feira no Galeão
Foi detido juntamente com outras dez pessoas na sequência de uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC).


Ainda de acordo com a Imprensa brasileira, o empresário viu decretada a prisão preventiva no âmbito da operação “Calvário”, que apura o desvio de R$ 15 milhões de recursos públicos em contratos firmados com unidades de saúde.


O Ministério Público investiga 22 pessoas que integram a organização sob suspeita e foram denunciadas junto à 42ª Vara Criminal pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. 


O homem apontado como chefe da quadrilha é o empresário Daniel Gomes da Silva que, segundo as autoridades brasileiras, tem cidadania portuguesa, vive fora do país e planearia desfazer-se de bens no Brasil. “Ele comprou recentemente uma casa em Cascais, em Portugal, avaliada em 1 milhão de euros”, dizem as autoridades.


De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, a organização utilizava a filial da Cruz Vermelha Brasileira situada no Rio Grande do Sul (CVB-RS) para operar em diversos estados. 


Os alegados desvios foram feitos com contratos, num montante de R$ 605 milhões, em unidades de Saúde do município e do estado, entre eles o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, a UPA de Botafogo, e dois hospitais estaduais de Araruama e Saquarema, na Região dos Lagos.


De acordo com a denúncia apresentada à Justiça – avança a imprensa brasileira- a organização comandada por Daniel Gomes da Silva utilizava a filial da Cruz Vermelha Brasileira situada no Rio Grande do Sul (CVB-RS) para operar em diversos estados, inclusive no Rio de Janeiro, na administração de unidades de saúde. A partir desta atividade, superfaturavam contratos e desviavam recursos. A organização também operava a filial da Cruz Vermelha Brasileira em Sergipe e o Instituto de Psicologia Clinica, Educacional e Profissional (IPCEP).


Entre 2011 e 2018, as entidades tiveram acesso a mais de R$ 1,7 bilhão em recursos públicos para a gestão de unidades de saúde em quatro estados do país, incluindo o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A partir de agosto de 2015, a organização fez contratos no Rio de Janeiro no valor de R$ 605 milhões para a gestão de unidades como o Hospital Municipal Albert Schweitzer, na capital; o Hospital Estadual dos Lagos, em Saquarema; o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama; e UPAs (Engenho de Dentro, São Pedro da Aldeia, Itaboraí, Magalhães Bastos e Botafogo).


Foi apurado que a organização direcionava contratações de serviços, realizava pagamentos superfaturados para empresas pré-selecionadas e repassava valores correspondentes ao superfaturamento para Daniel Gomes da Silva, em espécie, por meio de funcionários de confiança. Os recursos eram habitualmente sacados na boca do caixa e movimentados fora do sistema financeiro. O desvio estimado de R$ 15 milhões é apontado na denúncia como valor muito inferior ao real dano causado ao patrimônio público, por computar somente as despesas da CVB-RS com oito fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro.


Daniel Gomes da Silva é ex-dirigente da empresa Toesa Service S/A e possui condenação criminal em primeira instância por peculato em razão daquela empresa ter sido contratada por valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias pela Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Após a Toesa estar envolvida em casos de corrupção, a prática de camuflar a atividade empresarial sob a fachada de organizações não governamentais foi detetada inicialmente na Operação Assepsia, que investigou contratos fraudulentos na Secretaria de Saúde de Natal, no Rio Grande do Norte.


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