Cultura
Por Redação30 julho 2019
O fotojornalista cascalense
Marques Valentim e a artista plástica moçambicana São Passos, voltam a expor
alguns dos seus trabalhos mais recentes na Casa Manuel Teixeira Gomes, em
Portimão.
É a segunda vez que ambos expõem na Casa Manuel Teixeira Gomes depois de, em setembro de 2017, terem estado presentes com uma mostra de fotografia e pintura “Olha Que Dois”.
Marques Valentim expõe
“A Paixão pelas Harley” e São Passos “Pintura e Outras Manualidades”.
A mostra é inaugurada
no próximo dia 6 de agosto, conta com o apoio da Câmara Municipal de Portimão e
está patente ao público até dia 30 de agosto.
Mas também haverá
surpresas.
Nascido em Cascais, a 1 de Agosto de 1949, Marques Valentim fez a sua comissão de serviço militar obrigatório em Moçambique , como furriel miliciano fotocine, após ter tirado em Lisboa o curso de Fotografia e Cinema, nos Serviços Cartográficos do Exército. Neste território africano, permaneceu durante 26 meses (1972/74) percorrendo-o de Norte a Sul em serviço de reportagem fotográfica.
De
regresso Portugal e, logo após o 25 de Abril de 1974, surge no fotojornalismo
iniciando o seu trabalho na Agência Europeia de Imprensa (A. E. I. – Notícias)
onde cobre os principais acontecimentos que se deram no nosso País entre
Setembro de 1974 e Agosto de 1975. A 1 de Setembro desse mesmo ano, iniciou
oficialmente, a sua carreira de fotojornalista no diário “A Luta”, no qual
permaneceu até à sua extinção, em Janeiro de 1979. Fez parte da equipa que
lançou o “Correio da Manhã” – de 15 de Março de 79 a 15 de
Setembro de 1979. Em Outubro de 1979 entrou para o “Portugal Hoje”, onde
permaneceu até ao fim deste matutino (Julho de 1982). Em 1982, fez parte do
grupo de jornalistas fundadores do Semanário Desportivo “Off-Side”, tendo, em
1983, recebido em serviço deste jornal o prémio Gandula (Revelação) de Wilson
Brasil. Deixa, entretanto, o “Off-Side”, para entrar, em Outubro de 1983, na
delegação de Lisboa do jornal “Comércio
do Porto” onde permaneceu até Fevereiro de 1986. Em Março de 86
regressa aos quadros do “Correio da Manhã” onde desempenhou os cargos de
repórter-fotográfico, sub-coordenador, tendo sido nomeado em Janeiro de 2002
para o cargo de Editor Fotográfico, função que desempenhou até 31 de Outubro de
2002, tendo sido como fotojornalista do “Correio da Manhã” que Marques Valentim
realizou vários trabalhos de tauromaquia, tema que o entusiasmou e o levou a
realizar diversas exposições.
Em 2001, recebeu uma menção honrosa da revista “Visão”, relacionada com o prestigiado concurso de fotojornalismo do mesmo nome, cuja foto premiada era sobre esta temática. Em 2001 é igualmente autor do cartaz da Feira Taurina de San Juan, em Badajoz. Colabora, atualmente, como freelancer, no Jornal “Bombeiros de Portugal“, e nas revistas “Segurança e Defesa“ e “Saúde e Sociedade“, entre outras. Em 1998 participa no livro de Andrade Guerra, “João Moura – O Mito e as Efemérides” , comemorativo dos 20 anos de carreira deste cavaleiro . Em Dezembro de 2003, foi co-autor com Andrade Guerra e Isabel Trindade, do livro “Combatentes do Ultramar” tendo colaborado também, em 2005, no livro “A Dor da Nação” de Andrade Guerra.
A 1 de Dezembro de 2009 foi lançado o livro “ Cavaleiros – Heróis com Arte “, igualmente de Andrade Guerra e com imagens de sua autoria. Entre as várias exposições de fotografia que já realizou, destacamos a primeira – realizada em Lisboa no ano de 1994 – intitulada “Tauromaquia”, “E Depois do Adeus”, uma exposição documental de fotojornalismo, onde sobressaiam personalidades que marcaram a História recente, do nosso País, após o 25 de Abril de 1974.
A 10 de Março de 2012, Marques Valentim foi empossado como Embaixador para a Paz, pela Federação Internacional para a Paz e é membro da ALDCI – (Ong.).
Marques
Valentim realizou cerca de meia centena de exposições, não só em Portugal, como
no estrangeiro.
Já
Maria Conceição dos Santos Mestre Passos Mealha – SÃO PASSOS – nasceu na cidade
da Beira (Moçambique), em 1949, e em terras africanas iniciou a sua carreira
artística, primeiro no campo da escultura e depois na cerâmica. A sua primeira
exposição, como pintora, teve por cenário Tete, cidade moçambicana e foi
realizada com o patrocínio do Governo Distrital. Seguiram-se outras presenças,
individuais e coletivas, na Beira, em Joanesburgo e Pretória (África do Sul),
em Blantyre e Limbe (Malawi), antes de mostrar os seus trabalhos na Europa.
Viria a fazê-lo, pela primeira vez, em julho de 1973, em Faro, numa exposição
individual, que teve o patrocínio da Comissão Regional de Turismo e a convite
do seu presidente, José Manuel Pearce de Azevedo. Regressada à África, ensinou
Arte na Escola Secundária de Tete, tendo sido louvada e premiada pela Ministra
da Educação (1974-1975) Graça Simbine, vindo a residir definitivamente para
Portugal em 1976.
Trabalhou duas décadas no jornal “Correio da Manhã”
(1986/2006). Os trabalhos de São Passos cativam o mais indiferente pela sua
policromia, variando a técnica entre o naif e o abstrato, sem deixar de se
notar as suas raízes africanas.
São Passos está referenciada, entre outros nomes das artes plásticas
contemporâneas, na edição de 1995 “Aspetos das Artes Plásticas em Portugal” e
em 1998 no livro “Arte 98”, ambos da autoria de Fernando Infante do Carmo. A 10
de março de 2012, São Passos foi empossada como Embaixadora para a Paz pela
Federação Internacional da Paz. Quase simultaneamente, é reconhecida pelo
Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora e pela ALDCI – Associação
Lusófona, Desenvolvimento, Cultura e Integração, pelo “prestígio que granjeou
nas artes plásticas e pelo seu grande contributo para o enriquecimento e
divulgação da cultura moçambicana”. É ilustradora de capas de livros infantis e
de revistas culturais e expõe com frequência em Portugal e no estrangeiro.




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