Atual
Por Redação16 fevereiro 2019
A mansão
da família Espírito Santo, na Boca do Inferno, em Cascais, foi posta à venda
por 20 milhões de euros e, entretanto, terão surgido vários “abutres”
interessados na aquisição, oferecendo montantes muito abaixo, tudo por causa da
desgraça em que caiu o clã, devido ao escândalo BES, que envolve Ricardo
Salgado.
Apesar de
a família Espírito Santo pedir 20 milhões de euros pela mansão, alguns
interessados fizeram propostas muito abaixo do elevado montante, entre eles
alguns angolanos, que terão enriquecido graças aos milhões enviados pelo BES
para Angola e que, agora, com o dinheiro português planeiam, ironicamente, arrebatar
a “boca” que os ajudou, confidenciou, a Cascais24, fonte próxima do processo e
que pediu o anonimato.
A revelação surge depois de Álvaro Sobrinho,
em entrevista à revista Visão, acusar os generais de José
Eduardo dos Santos, Dino e Kopelipa, e também o Grupo Espírito Santo de serem
os principais beneficiários dos créditos do BES Angola. E, mais: diz que os
portugueses foram vítimas de um plano maior montado pelos acionistas angolanos
do BESA - com a conivência do Banco Nacional de Angola - para tomarem de
assalto, em 2014, o ex-BESA, que se transformou em Banco Económico. “Roubaram
3 mil milhões aos portugueses”, acusa Sobrinho.
“Tem sido com o próprio dinheiro português que
muitos angolanos têm comprado imóveis em Portugal, principalmente na região de
Cascais”, acrescentou a mesma fonte, escusando-se a pormenorizar, “até porque a
polícia de investigação criminal e o poder judicial portugueses estarão a
investigar”.
A mansão cor- de-
rosa da família Espírito Santo, em Cascais, pertence à sociedade Casa dos
Pórticos, que tem um capital de 50 mil euros.
Nos
organismos oficiais de Portugal, a empresa CASA
DOS PÓRTICOS - SOCIEDADE DE ADMINISTRAÇÃO DE BENS, S.A. aparece
inscrita como SA.
Desde
o início da sua atividade empresarial, esta empresa adquiriu mais de 21 anos de
experiência. A atividade CINI centra-se especialmente em Administração de
condomínios.
De
acordo com os dados registados, a última data de atualização é do dia 17 de
julho de 2018.
O que
está à venda é a sociedade – o que implica a alienação da propriedade, revela o
Jornal Económico.
Esta
sociedade é detida em
partes iguais por cada um dos herdeiros da mãe de Ricardo Salgado,
à exceção do antigo presidente do Banco Espírito Santo, cuja quota-parte está
em nome da sua mulher, Maria João Salgado, revela, por sua vez, o Jornal
Económico.
Da
sociedade dona da propriedade 80% estão nas mãos de Maria do Espírito Santo
Salgado; de Ana Maria do Espírito Santo Salgado; dos herdeiros de António
Espírito Santo Salgado; e de João do Espírito Santo Silva Salgado. Os restantes
20% estão em nome de Maria João Bastos Salgado, mulher de Ricardo Salgado.
MULTIMÉDIA
A PRIMEIRA BUSCA DA PJ À MANSÃO COR DE ROSA a 27 novembro 2014
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