Investigação
Uma noite de
diversão num conhecido bar da “Rua Cor de Rosa”, no Cais do Sodré, veio a
revelar-se um pesadelo para uma cidadã moçambicana, 32 anos, que terá acabado
por ser violada e roubada por um taxista da praça de Lisboa, que a transportou
até Cascais.
Caucasiano,
cerca de 1,80 m de altura, calvo e aparentando cerca de 50 anos, é esta a
descrição que a PJ possui do suspeito, que está a ser procurado, conforme Cascais24 avançou há dias em primeira mão.
Apesar de
ser uma descrição que pode corresponder a milhares de cidadãos, a verdade é que
o taxista suspeito pode, para além de outros elementos probatórios recolhidos
pela investigação em curso, ter sido “tramado” pelas câmaras de vigilância da
Brisa, na A5, por onde circulou com o táxi que transportava com a vítima.
As câmaras,
segundo Cascais24 apurou, terão registado a circulação do táxi pouco antes das
quatro horas da manhã da madrugada em que a vítima, alegadamente, foi violada
na área do Guincho, em Cascais.
As imagens da
passagem do táxi pela A5, sobretudo pela Via Verde de Carcavelos, foram entretanto
solicitadas à Brisa pela PJ e constituem um importante elemento probatório.
A meio da
madrugada, o amigo ter-se-á ausentado e a cidadã moçambicana, que terá
manifestado intenção em ficar, optou por, mais tarde, mandar parar um táxi, no
qual entrou, dando ao motorista a indicação de que o destino era o Estoril, mas
que lhe daria informação mais precisa quando chegasse.
Devido ao
consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a vítima terá adormecido durante o
transporte, embora acordasse de vez em quando, tendo numa das ocasiões
constatado que o táxi circulava pela A5.
Já mais
tarde, um pouco mais lúcida, ter-se-á apercebido de que estava numa região
rural, na estrada que liga a Malveira da Serra ao Guincho.
Confrontado,
o taxista terá, então, entrado para uma estrada secundária, perto do Abano,
parado o táxi e, ameaçadoramente, passado para o banco de trás, onde a vítima
seguia e, despido a mulher da cintura para baixo, procedendo à violação, sem,
no entanto, ejacular.
Seguidamente,
voltou ao volante do táxi, que pôs em marcha, acabando, no entanto, por o
imobilizar metros à frente e, nessa altura, colocar com violência a vítima no
exterior, projetando-a no solo e colocando-se em fuga, não sem que antes
roubasse o telemóvel, que terá tentado destruir e ainda documentos pessoais,
incluindo o passaporte e cerca de 50 euros em dinheiro.
Encontrada
por automobilista
Já os
primeiros raios do dia nasciam, quando a vítima foi encontrada, a deambular, em
pânico, na Estrada Nacional 247, perto do Abano, por um automobilista.
Este acabou
por transportar a mulher até ao parque de estacionamento do restaurante
Muxacho, no Guincho, tendo alertado as autoridades, via 112.
Recolhida de
seguida pela PSP de Cascais e conduzida ao departamento policial, a mulher que
tinha vivido momentos de verdadeiro terror e de desespero acabou por ser
transportada por uma ambulância dos Bombeiros de Cascais à urgência do Hospital
de Cascais.
A cidadã
moçambicana veio, posteriormente, a ser transferida para o Hospital de São
Francisco Xavier, no Restelo, onde foi sujeita a exames.
Embaixada segue caso
O caso da
alegada violação de que foi vítima a mulher está a ser seguido pela Embaixada
de Moçambique, em Lisboa.
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| Embaixada moçambicana em Lisboa segue o caso |
Entretanto,
a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo continua a investigar e a
procurar identificar, localizar e deter o alegado taxista violador.
Segundo
Cascais24 apurou, a PJ receia que possam existir outras vítimas do taxista que
procuram, as quais, no entanto, podem não ter, por vergonha, formalizado queixa
junto das autoridades.
Na
investigação estão envolvidas brigadas de duas secções da PJ, que investigam os
crimes sexuais e os crimes mais violentos.







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