Atual
![]() |
| 15 setembro 2019 |
Carlos Carreiras foi o primeiro a reagir na sua página do Facebook, com a ameaça de avançar com uma providência
cautelar junto da Justiça. No entanto, mais tarde, veio a recuar ao ficar mais tranquilo com a
informação de que o Ministério da Defesa não pretende vender a fortificação.
Já a oposição com assento no executivo camarário, também apanhada de surpresa com o anúncio, só “ainda não tomou qualquer posição” por não “dispor de informação credível que só será possível esta semana com melhores e precisos esclarecimentos”, segundo disse uma fonte a Cascais24.
![]() |
| Clemente Alves (PCP) |
Cascais24 procurou, igualmente, um contato com Luís Miguel Reis, vereador e presidente da Concelhia do PS em Cascais, mas sem sucesso.
![]() |
| Luís Miguel Reis (PS) |
São seis os imóveis militares que o Estado quer rentabilizar em Cascais, entre os quais o Forte de Santo António da Barra, em São João do Estoril, antiga fortificação de veraneio de António de Oliveira Salazar, que ai sofreu uma queda em 1968, que veio a culminar mais tarde na sua morte, e o Posto de Observação da Bateria de Alcabideche, onde funcionam o Subdestacamento e a Direção de Investigação Criminal da GNR.
O anúncio foi feito e publicado esta sexta-feira em “Diário da República” e, relativamente ao Forte conhecido por Salazar, a polémica estalou.
É que a fortificação foi cedida, por contrato, em 2018, entre o Ministério da Defesa e a Câmara Municipal de Cascais.
Embora o anúncio publicado não especifique, taxativamente, tratar-se de uma venda, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, não tardou a reagir e a publicar um post na sua página do Facebook, no qual admite “avançar para os tribunais se for mesmo verdade que o Estado quer vender o Forte de Santo António da Barra”.
Posteriormente, ainda na sua página do Facebook, Carlos Carreiras reproduz uma notícia do CM, na qual, afinal, o Ministério da Defesa esclareceu que não pretende vender o forte de Santo António da Barra.
Mais tranquilo, Carlos Carreiras acabou por atualizar a informação, com um novo post, em que recorda que a Câmara de Cascais assinara um acordo de cedência válido por um ano e renovável por outro com o Ministério da Defesa Nacional”, além de que “a autarquia investiu durante esse período 800 mil euros e envolveu mais de cem trabalhadores municipais nas obras de limpeza e recuperação do também chamado Forte Velho”.
“Mais recentemente, nos terrenos vizinhos do Forte, a autarquia instalou um ginásio ao ar livre para toda a família”, relembra Carlos Carreiras.
As estruturas que o Estado quer “rentabilizar” em Cascais
São seis os imóveis militares no concelho de Cascais que
o despacho conjunto entre o Secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Costa Novo,
e a Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Isabel Figueiredo Pinto, quer
“rentabilizar” de acordo com a Lei de Infraestruturas Militares.
São eles o Forte Velho de Santo António da Barra, o Posto de Comando do Grupo de Contra Bombardeamento do Norte, o Posto de Observação da Bateria de Alcabideche; Terreno adjacente ao Farol do Cabo da Roca, Ex-Estação Rádio Naval de Cascais, junto ao Forte de Nossa Senhora da Luz e a Estação Salva Vidas de Parede.
Aprovada no final da legislatura, a Lei de Infraestruturas Militares, inclui um total de 191 prédios militares - quartéis, fortes, paióis, estradas moradias, terrenos, conventos - cuja alienação tem por objetivo financiar a recuperação, manutenção e construção de instalações modernas nas bases e quartéis das Forças Armadas.
Os imóveis militares podem ser alienados segundo uma dezena de modalidades elencadas na lei e que podem ir da venda total à cedência ou aluguer.
A LIM (então designada lei de programação de infraestruturas militares) nasceu em 2008, com o então ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira e estimando obter quase 850 milhões de euros nos 12 anos seguintes. Outro objetivo dessa lei visava financiar o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas.
A aparente recusa do Ministério da Defesa em vender o património ao desbarato, acabou por não corresponder às expetativas e, na maioria dos casos, foram as autarquias e a holding imobiliária do Estado (a Estamo) a ficar com a grande maioria dos prédios alienados até agora.





4 comentários:
Querem fazer os outros de parvos ... as direitas encostadas queriam não à muito tempo ceder este espaço do Forte Salazar aos "amigos" das conferencias do Estoril...os democratas cá do sitio, revoltaram-se e com medo da poeira, outros foram limpar o lixo a mando da Tutela .... agora apelam aos Tribunais... a hipocrisia é total , e deixaram cair o protocolo com o Ministério da Defesa, porque existiam naturalmente fortes que não lhes interessavam ... na politica como na via , a a honestidade/ coerência acima de tudo .
Não devo perder muito tempo em falar no Forte, ainda para mais, onde um ditador/fascista, passava as suas férias às custas do povo trabalhador, morriam à fome e na pobreza e outros enviados para uma guerra.
Muitos que se dizem democratas mas, continuam com medo de chamar, "os bois pelos nomes"!
O Forte, deveria ser aproveitado, para a cultura e arte, e não para venerar o dilatador fascista.
Todos nós sabemos que existem apoiantes à politica fascista do ditador Salazar. Alguns, que se dizem democratas, tem medo (ou são cobardes/traidores) de dizer que o Salazar foi um ditador fascista!
No caso do Forte onde o ditador passava as suas férias às custas do povo pobre e a morrer à fome, foi um "milagre", ele ter caído da cadeira!
Por fim: O Forte deve ser conservado e fazer dele um lugar de cultura e de arte, para todos os Cascalenses.
Sem entrar nas questões do forte, que, forçosamente terá de ser utilizado em proveito da população, queria "SÓ" dar conta de que, a viver na zona há mais de 70 anos, fiquei agora a saber que existe na Parede um centro de socorros a náufragos...
Publicar um comentário