PJ investiga morte de Paulo Marcelino com família a afastar hipótese de suicídio e a acreditar que houve crime

SEGURANÇA


Por Valdemar Pinheiro
10 junho 2020
A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a investigar a morte do homem que, em abril, foi visto pela última vez com vida na estação de comboios de São João do Estoril e, cinco dias depois, foi encontrado a boiar na praia da Fonte da Telha, confirmou, a Cascais24, uma irmã de Paulo Marcelino.


A autópsia revelou morte por afogamento, mas a família do empregado de mesa do restaurante “Grande Onda”, no paredão de Carcavelos, afasta a hipótese de suicídio e acredita em crime.

“O meu irmão não tinha motivos para suicidar-se, foi morto, foi o que foi”, disse, a Cascais24, a irmã, Elisabete Marcelino.

A família, o patrão, o colega com o qual contatou na noite em que devia entrar ao serviço e a pessoa que o viu pela última vez na estação de São João do Estoril foram inquiridos há cerca de 3 semanas na PJ.

Para já, sabe-se que a autópsia revelou afogamento e algumas lesões encontradas no corpo foram atribuídas ao mar, nomeadamente um golpe na cabeça e algumas costelas fraturadas.

A autópsia, apurou Cascais24, concluiu não ter existido agressão e/ou espancamento.

Entretanto, na ausência de imagens captadas pelas câmaras de videovigilância no alegado percurso de comboio na noite em que desapareceu (serão eliminadas passadas algum tempo), a PJ espera saber mais através da localização do telemóvel, embora, à partida, o último contato terá sido localizado na Parede, quando falou com o colega que o esperava.


Paulo Marcelino, que vivia com uma irmã e o cunhado em São João do Estoril, saiu de casa dia 10 de abril, uma sexta-feira, para ir entrar de serviço pelas 22h00 até às 6h00 da manhã no restaurante que, embora fechado, mantinha dois funcionários por turnos, sobretudo à noite, para evitar intrusões.

A última vez que Paulo Marcelino foi visto foi pelas 21h30, na estação de São João do Estoril, a aguardar o comboio que o deveria deixar em Carcavelos, onde era esperado por um colega, Sandro Bruno para ambos entrarem no turno no restaurante “Grande Onda”.

“O que sabemos é que o colega Bruno diz que lhe ligou algumas vezes e que ele, inicialmente disse que estava na estação de São João, que o comboio estava atrasado, o que confirmámos não ser verdade, pois chegou a horas e, depois, que ele teria afirmado que estava no túnel de Carcavelos, a caminho”, contou, a Cascais24, a irmã.

A partir de certa altura, o colega deixou de ter contato com Paulo Marcelino, pois o telemóvel estaria desligado. O último contato foi feito na área da Parede, segundo a respetiva localização apurada pela PJ.

Paulo Marcelino nunca chegou ao restaurante “Grande Onda”.

“É um funcionário excelente, sempre pontual, que nunca falhou ao serviço”, afirmou, na altura, a Cascais24, Hugo Pereira, responsável pelo conhecido restaurante, que adiantou “achar tudo muito estranho”.

O alerta para o desaparecimento foi dado no dia 11, de manhã, pela irmã, que estranhou não ver Paulo Marcelino em casa, no regresso do trabalho e fez a respetiva participação na 51ª Esquadra da PSP (Estoril).

A PSP passara, entretanto, a investigação para a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.

Cinco dias depois, o corpo de Paulo Marcelino foi encontrado a boiar na praia da Fonte da Telha, na Costa da Caparica, tendo sido identificado no dia seguinte pela família, que foi alertada por Cascais24 para a eventualidade de tratar-se do familiar.

“Não vamos descansar enquanto não soubermos o que aconteceu naquela noite”, assegurou Elisabete Marcelino.





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