AVENTURA. Família açoriana que deu Volta ao Mundo à vela fez escala em Cascais

Atual


Capitão do Porto de Cascais com a família aventureira (Foto Autoridade Marítima Nacional)
Por Redação
10/09/2018

Uma família açoriana, pais e dois filhos, que fez escala técnica no Porto de Cascais antes de regressar à marina de Ponta Delgada, no final de uma Volta ao Mundo, à vela, viu o mérito do seu aventureirismo reconhecido pelo Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Cascais, Capitão-tenente Pereira da Terra.


Aventura no mar durou 21 meses
Esta família, constituída pelo pai, João Armindo Furtado, 53 anos, pela mãe Joana Amen, 37, psicóloga, e os dois filhos, a Benita, 8 anos, e o Leonardo, 5 anos, largou da marina de Ponta Delgada, no dia 6 de novembro de 2016, a bordo um catamarã, “BENYLEO 2”, de 12 metros, para uma aventura à Volta do Mundo, à vela.


Armindo e Joana começaram a planear esta epopeia em 2012. O objetivo era “conhecer o Mundo, partilhá-lo, educar os nossos filhos e fazer algo com impacto social e ambiental, na procura de um mundo melhor!”, escreveu, então, o casal aventureiro.


Cascais foi a sua última paragem técnica antes de regressar a casa, a Ponta Delgada.


As crianças com Pereira da Terra (Foto Autoridade Marítima Nacional)
Rui Silva Pereira da Terra, o comandante da Capitania do Porto de Cascais, em representação da Autoridade Marítima Nacional e, curiosamente, também ele açoriano, natural do Faial, não quis deixar de congratular esta família de velejadores aventureiros, na qual era visível o sentimento de realização pessoal.


O momento permitiu, ainda, a partilha das extraordinárias experiências e desafios vividos ao longo desta epopeia, que durou 21 meses. “Uma experiência única”, como afirmaram, antes da sua chegada a Ponta Delgada.


Perigo ao largo da Somália

A situação mais arriscada que esta família açoriana viveu nesta sua viagem à Volta do Mundo foi em maio último, quando teve de ser assistida no oceano Índico, ao largo da Somália, numa região onde prolifera a pirataria, por uma embarcação da Marinha do Paquistão que integra a força multinacional que patrulha aquela área. 
 
O catamarã Benyleo terá ficado sem combustível e com poucos mantimentos, na sequência de condições meteorológicas adversas.


A ajuda foi prestada pela fragata Alamgir, da marinha paquistanesa, a 480 milhas da costa da Somália. A família não tinha efetuado nenhum pedido de auxílio, segundo a informação então disponibilizada pelos paquistaneses, que apenas anunciaram ter encontrado o barco em dificuldades. 


O catamarã tinha saído do porto de Galle, no Sri Lanka, em direção a Eritreia, com a logística necessária. "No entanto, devido ao clima adverso inesperado, a expedição esgotou todo o stock. O barco estava sem combustível e transitava em baixa velocidade numa área de risco da pirataria. Também estavam com falta de suprimentos logísticos, como água e alimentos", informou, então, a marinha do país asiático.


Se quer saber tudo sobre “A Volta ao Mundo de Uma Família Açoriana” pode aceder através da página de Facebook e do site, onde Armindo e Joana partilharam todas as suas experiências ao longo destes 21 meses.



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