“Quase inexistência de informação livre” em Cascais preocupa forças políticas

Atual





A quase inexistência de informação local livre e a esmagadora utilização que o PSD/CDS faz dos meios da Câmara para propaganda e manipulação da opinião pública, foram, entre outras, algumas das preocupações que a CDU e o "Também És Cascais" manifestaram nos encontros regulares que as forças políticas têm vindo a manter com o movimento cívico Plataforma Cascais.

A CDU referiu “a existência de uma dinâmica geral que procura isolar e silenciar o PC, bem como a CDU, agravada pelas dificuldades específicas de intervenção no concelho de Cascais" e destacou a "quase inexistência de informação local livre e a esmagadora utilização que o PSD/CDS faz dos meios da Câmara para propaganda e manipulação da opinião pública".

O “Também És Cascais” manifestou, igualmente, no encontro com a Plataforma Cascais preocupação com “a carência de meios de comunicação livres no concelho”.

Os encontros da Plataforma Cascais (PC-mc) com as forças políticas que concorreram às eleições autárquicas como alternativa à maioria absoluta, visam uma análise conjunta da situação resultante do ato eleitoral e partilha de perspetivas de atuação.

Na reunião com a CDU, esta reconheceu que "os resultados eleitorais que obteve no concelho ficaram aquém das suas expectativas", mas reafirmou a sua "determinação em prosseguir com a defesa dos interesses e direitos dos cascaenses".

Os representantes da CDU salientaram, ainda, "a necessidade de as forças democráticas irem ao encontro dos cidadãos e de apresentarem propostas concretas para os problemas existentes". Nesse sentido a CDU apelou a que "os cidadãos e as suas diversas organizações façam ouvir a sua voz e que dinamizem múltiplas formas de participação".

Encontro com a CDU
Durante a reunião, a CDU informou também sobre os motivos pelos quais efetuou uma aliança com o PS na freguesia de São Domingos de Rana com vista à integração no Executivo da Junta e relatou alguns aspetos das reuniões realizadas na Câmara Municipal.

Referiu também a forma como decorreu a eleição da Mesa da Assembleia Municipal, afirmando a "discordância pelo ocorrido que contrariou aquilo que havia sido combinado com o PS e com as outras forças da oposição".


Na reunião foram debatidos diversos assuntos, entre os quais a reposição das seis freguesias do concelho, tendo-se constatado haver um comum entendimento. Foram ainda partilhadas preocupações quanto à situação da água em Cascais (falta de qualidade, problemas de segurança, preço elevado, gestão privada) e quanto à anunciada transferência de competências para as autarquias nos domínios sociais (saúde, educação, segurança social), temendo-se que esta mais não seja do que uma municipalização tendente a acentuar um centralismo localizado.
 
O exemplo da má alimentação que tem vindo a ser fornecido em muitas escolas do concelho foi apontado como demonstrativo do ineficaz trabalho da autarquia em áreas onde pretende ter ainda mais competências.

A CDU reafirmou o seu empenho na "articulação de todas as forças políticas e cívicas que se proponham contrariar a ação populista e autocrática da maioria PSD/CDS/Carreiras".

As prioridades do PAN
No quadro das reuniões solicitadas pela Plataforma Cascais- movimento cívico (PC-mc) também o PAN considerou que, dos dois objetivos que se propunha para a sua primeira participação nas eleições autárquicas em Cascais, não realizou o primeiro (não haver uma maioria absoluta) mas superou o segundo (ter uma representação na Assembleia Municipal). Reconheceu que a situação no concelho durante os próximos quatro anos vai ser difícil mas que irá procurar concretizar alguns dos objetivos do seu programa.

Houve uma troca de opiniões sobre a forma como decorreu o processo eleitoral e o apuramento de votos em Cascais, bem como sobre as fragilidades detetadas neste processo.


Reunião com os representantes do PAN
O PAN considerou que "a abstenção continua ser muito elevada e que há a necessidade de chamar mais cascalenses à participação cívica".

Informou pormenorizadamente sobre as suas prioridades de ação, nomeadamente "na defesa dos espaços verdes e de melhores condições ambientais, em geral". Referiu também a realidade hoje existente na Associação Francisco de Assis e na aparente junção do Canil Municipal àquela.

"Também És Cascais" não desiste

Já no encontro com o Também És Cascais” os seus representantes consideraram que "os resultados das eleições ficaram abaixo do que tinha como expectativa, mas não considera ter obtido um mau resultado dado o movimento se ter constituído muito perto do período eleitoral e com reduzidíssimos meios". As especificidades do método de Hondt no apuramento do número de eleitos e o enorme 'caciquismo' que existe no concelho foram também elementos relevantes no resultado eleitoral. O TeC lamentou que "as forças alternativas não tenham sido capazes de apresentar uma candidatura conjunta mobilizadora dos cascaenses".

Considera, todavia,  que, "no essencial, o TeC cumpriu com o que podia e que continua ativo para prosseguir com os seus objetivos".

"Chegar aos cidadãos que continuam a abster-se em elevada percentagem e motivá-los para a participação cívica é um propósito essencial ao qual o TeC dedicará a melhor atenção". Segundo o TeC, "há que responder às questões que as pessoas consideram importantes e desenvolver ações sobre temas transversais às diferentes forças políticas".


"Também És Cascais" esteve reunido com o movimento cívico

"O perigo de a situação no concelho se agravar nos próximos quatro anos" é uma possibilidade que o TeC antevê vir a acontecer. "A delapidação do património, a proliferação de grandes negócios imobiliário e a contínua limitação da vivência democrática no concelho" são aspetos que o TeC referencia com preocupação.

No diálogo entabulado entre a PC-mc e o TeC foram abordados múltiplos temas de comum interesse, nomeadamente "a reposição das seis freguesias tradicionais de Cascais, os perigos de uma precipitada transferência de competências para o município, a carência de meios de comunicação livre no concelho e a utilização pela maioria da CMC dos dinheiros públicos para manipulação da  subsídiodependencia".

Entretanto, a Plataforma Cascais tem agendada para breve uma reunião com o BE e aguarda uma resposta do PS e do PCTP.

2 comentários:

Anónimo disse...

Caros municipes ,


Totalmente de acordo com o exposto, há que formalizar consensos entre as diferentes forças politicas e movimentos civicos, pois juntos é dificil calar a sua voz .
Como sugestão de primeira medida , deveriam pressionar e obter fedd-back relativamente ao teor da deliberação contida na acta nº 86/CNE/XV, em que a instituição CNE remeteu processo para os competentes serviços do Ministério Público, por existirem indicios de práctica do crime de desobidiência qualificada, previsto e punido pelo artigo 348 do Código Penal .

A BEM de CASCAIS

Anónimo disse...

As reuniões que foram agendas pela Plataforma, com os partidos políticos e coligações, vêm demonstrar que existe democracia, liberdade de expressão, apesar de sabermos, que existe várias correntes politicas edeológicas, e sem partido que é a sua maioria.
Quanto ao PS de cascais, uma vez mais não podemos confiar! E demonstra, desde já, que não será nunca alternativa ao PSD/CDS Carreiras...!
Esperamos, que a Plataforma-cascais, tome outro tipo de iniciativas no terreno, essas serão decerto mais importantes.

Publicação em destaque

BOMBEIROS de Parede salvam canídeo de poço. Veja o vídeo do resgate

CANÍDEO aguarda pelo socorro (Créditos: BVParede) RESGATADO COM SUCESSO . Um canídeo foi resgatado, esta quarta-feira, de manhã, pelos Bomb...

FOI NOTICIA

BLOGS