24.04.2016
Foi graças a um cão rafeiro de uma guarda prisional que, este sábado, à noite,
foi detetado um intruso no espaço prisional da cadeia feminina de Tires, Cascais.
Perante o ladrar insistente do canino, o desconhecido acabou por colocar-se em fuga, depois da sua presença ser notada por uma guarda prisional, dona do canino, junto ao pavilhão da Unidade Especial Terapêutica.
Segundo avança o Jornal de Noticias (JN), o desconhecido saltou um muro e transpôs uma rede que está degradada há alguns meses, à espera de reparação, tendo sido avistado, pelas 20h00.
Esta foi a segunda vez, em menos de 15 dias que um intruso saltou os muros da cadeia de Tires e introduziu-se no espaço prisional.
No passado dia 10, de madrugada, um jovem, de 24 anos, foi intercetado junto ao pavilhão da "Casa das Mães". Estava alcoolizado e alegou que ia levar chocolates à namorada e ao filho.
Esta intrusão veio, de novo, demonstrar a fragilidade na segurança do Estabelecimento Prisional de Tires que, nos últimos meses, viu 22 guardas prisionais serem transferidos e distribuídos por outras cadeias da área metropolitana de Lisboa. Oito deles foram substituir na cadeia de Sintra colegas entretanto detidos por alegado sequestro, mas entretanto ilibados e libertados.
Para além disso, os poucos guardas atualmente em serviço em Tires, por vezes, são destacados para acompanhar reclusos de outros estabelecimentos prisionais de Lisboa, nomeadamente a unidades hospitalares e tribunais.
Fonte prisional, que pediu o anonimato, revelou que o único pavilhão com segurança máxima, incluindo meios de video-vigilância, está ao abandono, desde que Tires deixou de receber reclusos masculinos, tendo adiantado que, devido ao atual défice de guardas e à aparente insegurança, os responsáveis deveriam transferir as reclusas para este pavilhão, por forma a garantirem a proteção da própria população prisional.
Outra fonte denunciou um caso caricato: uma cabra, grávida, teve que ser assistida pelo veterinário e "alguém teve que despender de cerca de mil euros para a ter de volta à cadeia."
"Não há verbas para investir na segurança, nomeadamente para reparar a rede danificada, mas elas apareceram nesta ocasião", denunciou, a Cascais24, fonte prisional, que pediu o anonimato, apelando, simultâneamente, a uma "intervenção urgente do atual diretor geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata".
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Assalto à cadeia de Tires
Perante o ladrar insistente do canino, o desconhecido acabou por colocar-se em fuga, depois da sua presença ser notada por uma guarda prisional, dona do canino, junto ao pavilhão da Unidade Especial Terapêutica.
Segundo avança o Jornal de Noticias (JN), o desconhecido saltou um muro e transpôs uma rede que está degradada há alguns meses, à espera de reparação, tendo sido avistado, pelas 20h00.
Esta foi a segunda vez, em menos de 15 dias que um intruso saltou os muros da cadeia de Tires e introduziu-se no espaço prisional.
No passado dia 10, de madrugada, um jovem, de 24 anos, foi intercetado junto ao pavilhão da "Casa das Mães". Estava alcoolizado e alegou que ia levar chocolates à namorada e ao filho.
Esta intrusão veio, de novo, demonstrar a fragilidade na segurança do Estabelecimento Prisional de Tires que, nos últimos meses, viu 22 guardas prisionais serem transferidos e distribuídos por outras cadeias da área metropolitana de Lisboa. Oito deles foram substituir na cadeia de Sintra colegas entretanto detidos por alegado sequestro, mas entretanto ilibados e libertados.
Para além disso, os poucos guardas atualmente em serviço em Tires, por vezes, são destacados para acompanhar reclusos de outros estabelecimentos prisionais de Lisboa, nomeadamente a unidades hospitalares e tribunais.
Fonte prisional, que pediu o anonimato, revelou que o único pavilhão com segurança máxima, incluindo meios de video-vigilância, está ao abandono, desde que Tires deixou de receber reclusos masculinos, tendo adiantado que, devido ao atual défice de guardas e à aparente insegurança, os responsáveis deveriam transferir as reclusas para este pavilhão, por forma a garantirem a proteção da própria população prisional.
Outra fonte denunciou um caso caricato: uma cabra, grávida, teve que ser assistida pelo veterinário e "alguém teve que despender de cerca de mil euros para a ter de volta à cadeia."
"Não há verbas para investir na segurança, nomeadamente para reparar a rede danificada, mas elas apareceram nesta ocasião", denunciou, a Cascais24, fonte prisional, que pediu o anonimato, apelando, simultâneamente, a uma "intervenção urgente do atual diretor geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata".
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