Greve na Scotturb acelerou reunião com Autoridade para as Condições de Trabalho

Atual

Por Redação
06 novembro 2018

Na sequência da greve, por 24 horas, cumprida por dezenas de trabalhadores da Scotturb, o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (Strup) reuniu esta terça-feira, de manhã, com a Subinspetora-geral da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) à qual colocou uma conjunto de preocupações, entre as quais as organizações de tempos de trabalho, nomeadamente tempos de trabalho seguido e tempos de condução efetiva.


A Subinspetora-geral do Trabalho Maria Fernanda Campos
No encontro com Maria Fernanda Campos, o dirigente sindical, Luís Venâncio, e um advogado do Strup, abordaram, ainda, a questão de contratação individual, que visa diminuir condições de trabalho face ao Acordo de Empresa vigente aplicável na SCOTTURB.


Em declarações a Cascais24, Luís Venâncio revelou que “a ACT debate-se com falta de meios, e a capacidade de resposta não é a mais desejável”, mas salvaguardou que “nesta reunião foram acolhidos todos os itens”.

Luís Venâncio, dirigente sindical
Já a Fectrans considerou que a greve na Scotturb foi positiva, culminando na reunião com a responsável pela ACT, a qual, ainda segundo a mesma federação, “ao longo do tempo e, apesar das diversas denúncias do Sindicato, não tem intervido no sentido de obrigar ao cumprimento da lei e do Acordo de Empresa.”

“Já valeu a pena a greve”, conclui a Federação Sindical na sua página oficial da Internet.

Entretanto, a greve dos trabalhadores da Scotturb foi “saudada” pela Comissão Concelhia de Cascais do PCP que, em nota divulgada à Imprensa, considera ter-se tratado de “uma greve que teve como objectivo a luta pela defesa do Acordo de Empresa, combatendo a sua sucessiva violação e a imposição de tempos de trabalho contínuo muito superiores ao permitido por lei, e defendendo a segurança de trabalhadores e utentes”.

“A entrada em vigor do novo Regime Jurídico do Serviço Público para o transporte de passageiros e a constituição da Autoridade Municipal de Transpores de Cascais, deixando o concelho à margem de toda a Área Metropolitana de Lisboa, é também um factor de incerteza para os trabalhadores”, diz, ainda, a nota do PCP de Cascais, segundo a qual “um caderno de encargos aprovado por PSD/CDS-PP, com a abstenção de PS e BE, para o concurso público que não salvaguarda os postos de trabalho e os direitos laborais dos trabalhadores”.

Uma força da GNR esteve a controlar de madrugada o piquete de greve da Scotturb
Manifestando-se “solidário” com os trabalhadores da Scotturb e com a sua luta, o PCP de Cascais aproveita, na mesma nota, para “reprovar a actuação da G.N.R. que, durante o piquete de greve, se colocou, literalmente, ao lado do patronato tentando condicionar a actuação do piquete”.

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2 comentários:

Anónimo disse...

Foram 5 motoristas que fizeram greve. Têm noção disso? O sindicato está muito mal visto na empresa. Não quer que os colegas fsçam horas extra e anda a fazer telefonemas a ameaça-los.

Anónimo disse...

A greve foi um sucesso .
Um cacique laranja a tentar tapar o sol com a peneira .

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