Segurança
Por Redação22/09/2018
António Maria Função, o homem de 52 anos assassinado com três tiros em Polima, conhecia o alegado autor do crime, um jovem, de 21 anos, com o qual veio a encontrar-se, depois de um telefonema, num "contexto amistoso e de entendimento", que veio a descambar, por "questões antigas de situações" alegadamente "menos lícitas" numa violenta discussão, que culminou no assassínio, soube Cascais24.
Fonte próxima da investigação escusou-se, no entanto, a pormenorizar as alegadas "situações menos lícitas" que envolveriam vítima e assassino, bem como qualquer alegada ligação com o filho de António Maria Função, detido por violência doméstica e suspeitas de ligação a drogas.
À partida, no entanto, quando telefonou para a vítima a marcar o encontro, "o suspeito não teria qualquer intenção de matar, tratando-se, pelo contrário, de um encontro em contexto de entendimento", segundo a mesma fonte.
O suspeito foi identificado e detido esta sexta-feira, de manhã, por inspetores da Secção de Homicídios da PJ de Lisboa e Vale do Tejo, que ainda lograram resgatar a arma de fogo utilizada no crime, no final de uma investigação que durou 10 dias e para a qual contribuiu, também, os vestígios recolhidos e exames dos peritos do Laboratório de Polícia Científica (LPC), apurou, ainda, Cascais24.
O jovem detido, que vivia na região, foi ainda na sexta-feira, à tarde, submetido a primeiro interrogatório judicial e viu confirmada pelo juiz de Instrução Criminal de Cascais a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias.
O
alerta para disparos e para a presença de um homem baleado, prostrado
na via pública, foi dado por vizinhos, via 112, pelas 23h57.
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| António Maria, 52 anos (Foto CM) |
Momentos
antes, a vítima, António Maria Função, tinha recebido um telefonema
para ir encontrar-se com alguém, perto da casa que partilhava com a mãe,
a avó e uma sobrinha, na rua 28 de setembro, em Outeiro de Polima.
O
homem saiu de casa e foi encontrar-se com o autor do
telefonema, que conhecia.
A
certa altura, os moradores da rua 28 de setembro ouviram quatro disparos de arma de fogo e, curiosos, alguns saíram à rua,
ainda a tempo de verem a vítima, entretanto baleada e prostrada no solo,
ferida de morte, a ser agredida por "um rapaz com uma pedra na cabeça"
no cruzamento entre aquela artéria e a rua da Pedreira.
O presumível asssassino abandonou o local ao volante de um veículo, marca Fiat, modelo Punto, cor cinzento claro.
Quando
chegaram, Bombeiros de Carcavelos e o médico da VMER ainda tentaram
várias manobras de reanimação, mas sem sucesso, acabando por ser
confirmado o óbito.
Depois
de cumpridas todas as formalidades legais, o corpo foi removido, para
autópsia, para o Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais.
Familiares e vizinhos de António Maria descrevem-no como "pessoa simpática", que "nunca causou problemas".
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