Câmara de Sintra vai intervir no caso dos tóxicos escondidos

Por Valdemar Pinheiro e Luís Curado

17.11.2016
A Câmara Municipal de Sintra vai "substituir-se ao Estado" e proceder "tão breve quanto possível" à remoção dos produtos altamente tóxicos armazenados nas antigas instalações da Herbex e Logofit, em Manique de Cima.  O anúncio foi feito pelo próprio presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, em telefonema esta quinta-feira, de manhã, para o diretor do CASCAIS24, jornal online que denunciou o escândalo na sequência de uma investigação do jornalista Luís Curado.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Sintra, todo o espaço envolvente será, igualmente, limpo e, no final, toda a área vedada. Para o efeito, prometeu Basilio Horta, o município vai consultar, pelo menos três empresas "com vista à remoção e limpeza total´".

Basílio Horta não deixou, porém, de "lamentar ter que ser a câmara a substituir-se ao Estado", nomeadamente à Agência Portuguesa do Ambiente e resolver o problema de uma vez por todas.

Conforme revelou a investigação do jornalista Luís Curado, um dos armazéns desativados das antigas Herbex e Logofit  na avenida Pedro Álvares Cabral, que liga o Linhó a Manique de Cima, no concelho de Sintra, junto à linha de fronteira com o concelho de Cascais e paredes meias com o empreendimento urbanístico de luxo da Quinta da Beloura, esconde uma realidade perigosa, muito perigosa com mais de uma centena de bidões de metal e de plástico com materiais altamente tóxicos e inflamáveis, alguns potencialmente cancerígenos, como atestam os vários avisos toxicológicos visíveis no local.

Veja aqui o vídeo da reportagem






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