Humilde agradecimento pelo começo de uma Nova História


Exmo Presidente,


Excelência, permita-me que, como mandam os bons costumes, herança digna que mui me apraz honrar, comece por lhe expressar aqui, porque de outro meio mais feliz não dispus, o mais sentido apreço e reconhecido agradecimento pela Obra notável e seguramente inolvidável que ousa, V. Exª, laboriosa e quotidianamente erigir neste nosso querido e benfazejo cadinho.

Sei, por fraterna confidência de amigos comuns, com que Deus teve por bem presentear-me, ser V. Exª Homem de uma inquestionável probidade servida de uma louvável temperança, alheia a quaisquer desmandos de blandícia ou de vã lisonja, num austero comedimento em nada deslustrado pelo, certamente cansativo e nunca desejado, protagonismo mediático que as elevadas responsabilidades de V.Exª amiúde lhe impõem.

Todavia, na Vossa insigne generosidade poderá V.Exª, assim o espero, desculpar a eventual estultice desta minha pública louvação a que, reconheço com algum pudor, não pude resistir tal a admiração e o gáudio que em mim motivou a recente iniciativa com que quis V.Exª honrar os cascalenses e adestrar a demo-libertinagem que hoje tanto ensandece as jovens lusas gerações.


Refiro-me, entre outros atos de não menor alcance, ao notável empreendimento de inaugurar o recuperado Forte de Santo António da Barra que, como quis Deus e a sabedoria do bom Povo português, ficou carinhosamente conhecido pelo nome do Saudoso Guia que durante quase meio século conduziu as nossas ditosas gentes às mais insignes glórias, exatamente na precisa data com que alguns, a quem outro epíteto não é atribuível senão o de traidores, querem enaltecer aquele tormentoso e desprezível golpe revolucionário que há muito traz enlutada a Nação.

É um inquestionável testemunho da régia dimensão do notável Estadista que V. Exª, permita-me que o afirme, irrefutavelmente é, presentear Cascais e Portugal, na sua ancestral dimensão de aquém e além mar, com um tal ato de  tão inolvidável e exemplar resistência face aos desmandos com que a partidocracia demo-liberal procura destruir a herança de uma História de gloriosos feitos construída.

Vossa Senhoria irmanou-se com a ilustre dimensão do Santo Condestável ao desfraldar, sem temor, a bandeira verde-rubra nos epitomados aposentos onde, em cada canto, se pressente o ancho  humanismo e se vislumbra  a soberana sabedoria daquele que  prodigalizou a Nação com tantos e tão elevados ensinamentos para cujo justo reconhecimento quis V.Exª abrir uma nova história.

Ficará gravado nos anais e na memória dos patriotas verdadeiros a lucidez e a certeira oportunidade com que V.Exª afirmou a independência de Cascais, diria mesmo a corajosa resistência desta mais ocidental terra hispânica, no confronto com os desvarios festivos com que uns quantos outros, que nunca V.Exª, teimam em celebrar a aviltante realidade jacobina que a todos nós envergonha e entristece.

Fê-lo com a bravura e aquela nobreza da raça que é apanágio dos Homens Bons que não titubeiam perante desafios nem aceitam virar a cara aos desaforos mais ainda quando vindo estes de quem, nem pelo pensamento nem pelas ações, se aproxima, sequer, da luminosa sombra que V.Exª projeta neste Mundo de vis cobiças e frouxos desempenhos.

Foi risível vê-los, esses políticos a quem a V.Exª caridosamente consente o papel de uma teatralizada narrativa alternante, numa lambeção copiosa pretendendo justificar uma existência inócua e colher de V.Exª um obsequio cujo merecimento ainda não provaram alcançar dada a inépcia com que desempenham o papel que, nestes infelizes tempos históricos, lhes é consentido. 

Pena foi que outros, esses que com ostentação e vã soberba, governam a república ao serviço do mando estrangeiro por benesse de um conluio antinatura com as mais abjetas forças maléficas, se tenham subtraído ao ilustre evento homenageador da memória do mais nobre continuador da Ínclita Geração.

Queira Deus que a tutela perene desse sólido memorial da saudade venha a ser reconhecida a V.Exª para que possa, finalmente, aí promover a justa homenagem museológica ao Nacionalismo integralmente lusitano que fez do Império um exemplar e ambicionado torrão de bondade, grandeza e evangelização. 

Poderemos, então, aferrar a Nova História à indispensável Regeneração Nacional que, não sendo mais, para natural infortúnio dos hodiernos, liderada pelos Grandes que já repousam no Paraíso, encontra em V.Exª um lídimo continuador dessa saga de Heróis à altura dos desafios presentes e futuros, capaz de reconduzir as comunidades e a Pátria ao esplendoroso destino abruptamente interrompido por uns inomináveis militares subversivos e uma populaça ignorante que o tempo há-de rasurar.

Bem haja V.Exª.


A bem do Concelho, da Nação e da Europa.


Fim do Mundo, União das Freguesias de Cascais e do Estoril, 30 de abril de 2018


De V. Exª muito atento, venerador e obrigado

Zacharias de Casal-Riacho Jr.
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