NAUFRÁGIO. Foi uma onda que virou barco turístico com 10 pessoas a bordo na Parede

Segurança

Por Redação

O naufrágio da embarcação semirrígida de turismo, com 10 pessoas a bordo, registado esta quinta-feira, ao início da tarde, ao largo de Parede, foi provocado por uma onda, segundo uma testemunha disse a Cascais24.

O barco entrou numa área de rebentação e virou em consequência de uma onda mais forte, conforme mostra um vídeo ao qual o Cascais24 teve acesso.


“Estava a almoçar no carro e vi que foi uma onda que virou o barco”, disse Nuno Gatta, a testemunha que fez o vídeo.

O alerta para o naufrágio, em frente ao Hospital de Sant`Ana, na Parede, foi recebido através do 112, às 13h15. 

Na embarcação, que cumpria todos os requisitos legais, seguiam dois tripulantes e oito turistas finlandeses, todos com coletes de salvação, que ficaram à deriva na água.

O primeiro socorro a chegar foi por parte de alguns praticantes de padel, que ajudaram os náufragos a chegar até às rochas, perto de terra.

Apenas uma pessoa foi resgatada pela moto de água da Estação Salva-Vidas de Cascais.


Quatro dos náufragos foram evacuados das rochas pelos Bombeiros de Alcabideche, através da utilização do veículo plataforma VP37, de salvamento de pessoas e também usado no combate a incêndios em grandes alturas. Algumas revelavam sinais de hipotermia, pelo que foram embrulhadas em cobertores térmicos até chegarem às ambulâncias de socorro estacionadas na Marginal.

Tripulantes e passageiros do barco em atividade marítimo-turística foram, na sua grande maioria, assistidos pelas equipas de socorro no próprio local e mais tarde na urgência do Hospital de Cascais, por apresentarem algumas escoriações.

Não há, felizmente, vítimas mortais a registar neste naufrágio, que obrigou, inclusivamente, ao corte do tráfego rodoviário na Marginal, entre Carcavelos e Parede, por forma a que as equipas de socorro pudessem movimentar-se.


Ao todo, foram 32 os operacionais, apoiados por 13 veículos terrestres e marítimos, mobilizados nas operações de socorro, entre os quais Bombeiros de Parede e de Alcabideche, com ambulâncias e o veículo plataforma VP37, INEM, Polícia Marítima, PSP, Polícia Municipal e Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais.




Na coordenação das operações esteve o comandante da Capitania do Porto de Cascais, Capitão-tenente Pereira da Terra.




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2 comentários:

Costa disse...

Ainda bem que tudo correu bem no socorro ás vitimas! Mas as pessoas responsáveis pelo barco deviam de andar a limpar os jardins de Cascais e não a passear turistas, porque quem leva um barco para a zona de rebentação não está bem da cabeça. Com respeito ao tirar o barco mais vale não comentar porque até dá azia!! De certeza que não foi o operador da (auto escada/grua)dos bombeiros de Alcabideche, que não sabia o que estava a fazer!! Geralmente este tipo de operações tem sempre um chefe que não tendo formação da viatura que está no seu comando contradiz quase sempre o operador da mesma!! Um trabalho que seria super rápido demorou uma eternidade com prejuízo para uma camada muito grande de pessoas, que queria circular naquela zona.

Anónimo disse...

Cartão vermelho para quem coordenou o salvamento porque cortar a Av Marginal durante horas revelou uma histeria e uma incapacidade brutais além de uma falta de respeito para quem a utiliza.
Era possível cortar apenas metada da estrada, e, como diz um otro comentador, ser mais rápido com a grua.

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