Presidente da Câmara de Cascais e líder do CDS condenam confrontos com feridos na praia do Tamariz

SEGURANÇA

Por Valdemar Pinheiro
13 julho 2020

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, manifestou esta segunda-feira, num comentário aos confrontos de este sábado na praia do Tamariz, “profundo repúdio pela atitude de mau comportamento e de criminosos que colocam em causa a segurança e a liberdade de famílias e de outros cidadãos”, enquanto o presidente do CDS/PP, Francisco Rodrigues dos Santos, pediu ao Governo "tolerância zero à marginalidade", defendendo "mais autoridade" para as forças de segurança.

Recorda-se que os incidentes na praia do Tamariz – os segundos desde maio registados em praias do concelho- envolveram dezenas de jovens e culminaram em dois feridos, de 15 e 16 anos, com golpes de arma branca.

Carlos Carreiras, na sua página pessoal do Facebook condena os desacatos de sábado na praia do Tamariz. “Sobre os infelizes acontecimentos do passado sábado quero manifestar o meu mais profundo repúdio pela atitude de mau comportamento e de criminosos que colocam em causa a segurança e a liberdade de famílias e de outros cidadãos, assim como leva a que a população se revolte contra a suas comunidades e promovem sentimentos de racismo que não são de todo toleráveis”, escreve Carlos Carreiras, sublinhando que “não podemos permitir estes comportamentos que colocam mesmo em causa todo o apoio solidário que a população em geral está a prestar-lhes”.

Para o autarca, “uma pequena minoria não pode colocar em causa o bom nome de uma larga maioria de cidadãos com quem temos vindo a trabalhar na promoção da coesão social do nosso Concelho”. 

O presidente da Câmara Municipal de Cascais aproveita para criticar a falta de efetivos e de aparente liderança no Comando da Divisão Policial de Cascais. “Compreendo o esforço suplementar que as Forças de Segurança têm sido chamadas neste período de pandemia mas temos vindo a alertar e a reclamar mais efectivos para certas zonas de Cascais de modo a controlar estes criminosos, mas também me chegam relatos de que falta comando e liderança na Divisão de Cascais da PSP”.

Carreiras revela, ainda, que “também não se verificou a devida coordenação entra a Polícia Marítima e a PSP, ainda para mais quando foram desviados os militares da Polícia Marítima para uma outra praia num Concelho vizinho onde surgiram desacatos”.

CDS quer "tolerância zero à marginalidade"

Também o líder do CDS/PP, Francisco Rodrigues dos Santos condenou, esta segunda-feira, os desacatos no Tamariz. “Tem que haver tolerância zero à marginalidade em Portugal, sob pena de o nosso país ser tomado de assalto por um conjunto de arruaceiros e gente que quer viver à margem da lei", afirmou o líder democrata-cristão, segundo o qual "o Governo de Portugal tem de ser absolutamente firme na resposta que dá a este tipo de comportamentos, porque é inaceitável que as ruas e as praias sejam tomadas de assalto por um conjunto de gangues e que os portugueses cumpridores e decentes estejam reféns nas suas casas" devido à pandemia de covid19.
Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que o problema resolve-se dando "mais autoridade às forças de segurança" e através de "uma renovação da sua respeitabilidade".
"Isto passa naturalmente por dar uma resposta firme e contundente a este tipo de comportamentos, para que haja uma manutenção da ordem pública", o que seria possível com "mais efetivos, mais policiamento, pelo agravamento das molduras penais para quem infringe as normas durante o estado de calamidade, nomeadamente as de saúde pública e segurança", acrescentou o líder do CDS/PP, que preconiza, ainda, uma "autonomização dos crimes praticados contra agentes das autoridade, de modo a que as suas ordens sejam acatadas, que não haja desobediências e que os polícias não tenham receio de intervir para dissuadir comportamentos desta natureza".

1 comentário:

Silva disse...

Boa noite, nunca fui de comentar noticias.. mas vou deixar aqui a minha opinião.

Não digo que seja falta de preparo por parte das autoridades, mas sim não poderem fazer o seu serviço mediante as situações que tem acontecido... há cerca de uma semana, presenciei um grupo de 4 indivíduos de raça negra a enfrentar dois policiais na saída de uma estação de comboios, a chamar nomes na cara do policial... e por não poder agir como é normal em muitos outros países os policiais limitaram-se a afastar desse tal grupo e os jovens entraram no comboio como se nada fosse...
Por não terem o direito de serem mais "durões" com quem merece.. acabam perdendo o respeito e a autoridade que deviam ter..
o que acontece nas praias da linha de Cascais é vergonhoso... principalmente agora por causa do COVID-19, grupos com 20-30 pessoas, todos juntos.. tirando o sossego e a paz de quem não tem nada haver com essas rixas de bairros sociais. Depois saem das praias, entram no comboio sem bilhetes, sem mascaras... arranjam confusão com pessoas que geralmente estao voltando cansadas do trabalho.. e os fiscais também pouco podem fazer, sofrem agressões diariamente.

Acho que deviam ter um controle maior no acesso as praias da linha, principalmente a do Estoril e Carcavelos, acho que não tem mal nenhum revistarem grupos grandes no acesso as praias, ou pessoas com atitudes suspeita.. hoje em dia todos tem uma faca na cintura ou nas bolsinhas de ombro.. e andam tranquilamente porque sabem que dificilmente serão revistados. mas isso só vai mudar no dia que um filho de um presidente, ou alguém do governo sofrer alguma agressão na praia ou até mesmo uma facada que é o que tem acontecido com frequência...

ACORDEM PARA VIDA ENQUANTO É TEMPO..!!!

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