Por CASCAIS24 * Fotos* LUÍS CURADO
O piloto, de
nacionalidade suíça, e os três ocupantes, todos franceses - um homem e duas mulheres - morreram
carbonizados.
A aeronave
que, esta segunda-feira, ao final da manhã, caiu entre o cais de cargas e
descargas do supermercado LIDL e habitações, em Tires, provocando cinco mortos
e cinco feridos, ter-se-á despenhado quando o piloto procurava regressar ao
aeródromo, de onde tinha acabado de descolar, devido a um alegado fogo a bordo,
apurou Cascais24.
Embora fonte
próxima do aeródromo não tenha confirmado nem desmentido esta informação, o piloto
terá mesmo contatado o controlo de Tires, informando que iria regressar, mas o
aparelho Piper PA-31T Cheyenne II, pertença da empresa Symbios Orthopédie, com
sede na Suíça e que voava rumo a Marselha, em França, acabou por despenhar-se
na rua Manuel Vieira Rosa, explodindo de seguida.
O motorista
de um camião TIR, da empresa transportadora CargaQuatro, com sede no Algarve, parado
no cais do LIDL, também veio a morrer. O pesado foi parcialmente atingido. Toda
a retaguarda ficou destruída.
Moradores
que estavam em duas habitações contiguas ao cais do LIDL lograram escapar,
nomeadamente uma avó e um neto.
Pelo menos
duas explosões foram ouvidas e sentidas na sequência da queda da aeronave, as
quais deram lugar a um incêndio, que provocou uma enorme coluna de fumo negro,
até avistada em Oeiras, lançaram o pânico entre outros moradores da área,
clientes e funcionários do supermercado LIDL, que foi evacuado e encerrado.
Cinco
pessoas ficaram, também, feridas, mas sem gravidade. Três delas foram
assistidas no local pelas equipas de emergência, mas duas outras tiveram que
ser evacuadas para a urgência do Hospital de Cascais, segundo disse, a Cascais24,
Pedro Araújo, comandante dos Bombeiros Voluntários de Parede, que coordenou as
operações de socorro.
Ao todo,
foram 90 os operacionais, apoiados por 36 veículos, que convergiram para Tires.
Também o veículo contra incêndios, estacionado no Aeródromo, foi mobilizado com
operacionais.
Para além da
aeronave, completamente destruída, do telhado do cais de cargas e descargas do
LID e do camião TIR, parcialmente atingido, o acidente atingiu ainda uma
habitação e um anexo.
Já ao
princípio da tarde, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,
deslocou-se a Tires para acompanhar as operações de socorro e inteirar-se dos
pormenores.
Também
vários autarcas locais, entre os quais o presidente da Câmara Municipal de
Cascais, Carlos Carreiras, que estava numa reunião quando soube do trágico
acidente, compareceram em Tires.
Já a meio da
tarde, apoiados pelos bombeiros e proteção civil inspetores da Unidade Nacional
Contra Terrorismo da Polícia Judiciária (PJ) e peritos do Laboratório de
Polícia Científica (LPC) procederam à recolha de vestígios.
Os corpos
das vítimas, que ficaram completamente carbonizados, só serão libertados para o
Instituto de Medicina Legal de Lisboa, para as respetivas autópsias, depois de
concluído o trabalho das autoridades e de cumpridas todas as formalidades
legais.
Entretanto,
a investigação ao acidente está a cargo de peritos do Gabinete de Prevenção e
Investigação de Acidentes com Aeronaves.
Outros acidentes
Este foi o terceiro e, porventura, o mais grave acidente registado no concelho de Cascais com aeronaves nos últimos 7 anos.
Em fevereiro
de 2010, uma avioneta proveniente de Évora despenhou-se na pista do aeródromo
de Tires quando um dos ocupantes, um homem que tinha morto a mulher, na região
de Évora e depois fez reféns os dois pilotos tentou impedir que o aparelho aterrasse.
Os pilotos ficaram feridos e o sequestrador morreu.
Porém, 2012
foi o ano mais negro na queda de avionetas no concelho de Cascais.
Um junho
daquele ano, uma aeronave despenhou-se entre duas moradias, em Matarraque,
provocando as mortes dos tripulantes- um instrutor, de 29 anos e de um aluno,
de 21 anos.
Um mês
depois, em julho, uma outra aeronave despenhou-se junto à Quinta de Manique, em
Manique de Baixo, causando dois feridos.





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