10.01.2016
A baleia, cadáver, que deu à costa este sábado, na Parede, entrou em decomposição acelerada, o que está a dificultar os trabalhos de remoção, apurou Cascais24 junto de fontes da Proteção Civil Municipal e do Capitão-tenente Fonte Domingues, comandante da Capitania do Porto de Cascais.
Este domingo, devido à forte agitação marítima, a baleia foi sendo arrastada pelo mar, desde o Sargo Bar, onde estava encalhada este sábado, até às rochas frente ao Hospital d`Santana, confirmou o comandante Fonte Domingues, que está a coordenar a operação.
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| Comandante Fonte Domingues |
Ainda de acordo com o Capitão-tenente Fonte Domingues, "este domingo ensaiou-se várias hipóteses de remoção, com recurso a uma grua, mas o estado de decomposição da baleia, aliado ao estado do tempo, não permitiu qualquer intervenção", embora o Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais tenha disponibilizado "todos os meios que a Autoridade Marítima considere necessários".
A baleia, com cerca de oito metros de comprimento e cerca de 10 toneladas, chegou à costa de Cascais este sábado, ao princípio da tarde, tendo sido arrastada, sucessivamente, pela forte ondulação, desde a Bafureira, passando pelas Avencas até aos rochedos do Sargo Bar, na Parede - um percurso acompanhado, a partir de terra, pelos Bombeiros Voluntários da Parede, conforme disse ontem a Cascais24 o comandante Pedro Araújo.
Para esta segunda-feira, de manhã, Autoridade Marítima, Proteção Civil Municipal e Agência Portuguesa do Ambiente e outras entidades mobilizadas na operação de remoção, reúnem-se para tentar procurar uma solução que permita concluir a operação de remoção do animal em segurança.
À partida, fora de questão, estará o recurso a uma qualquer grua, devido à acelerada decomposição da baleia.

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