20 propostas para uma "alternativa democrática em Cascais"

Autárquicas



Um conjunto de encontros promovidos pelo movimento civíco "Plataforma Cascais" com todos os partidos, coligações e movimentos candidatos às eleições autárquicas de 1 de outubro concluiu pela "necessidade de uma democracia local mais transparente, participada e dialogante", com a aprovação de 20 propostas para uma "alternativa democrática em Cascais". Convergem também quanto à "necessidade de um desenvolvimento justo, sustentável e harmonioso, bem como quanto à urgência da requalificação ambiental e da defesa do património local", revelou aquele movimento civico.


"O Partido Socialista (PS), a Coligação Democrática Unitária
Encontro com o PS
(CDU), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) e o Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) manifestaram a sua disponibilidade para um diálogo comum e concordaram que as'20propostas para uma alternativa democrática em Cascais' consubstanciam medidas necessárias para a mudança que, no dia 1 de Outubro, importa iniciar", refere o
"Plataforma Cascais" em comunicado. 

Segundo o conhecido movimento civico, "estes Partidos e a Coligação afirmaram também a sua disponibilidade para, logo após o ato eleitoral, encetarem o diálogo adequado à prossecução dos objetivos que respondem aos anseios dos/das cascalenses".


Reunião com a CDU
A Plataforma Cascais, que afirma "regozijar-se com este novo espírito de abertura e de compromisso com os/as eleitores/as", sublinha que "neste caminho de mudança o voto de todos/as, e de cada um/a, é necessário e insubstituível".
 
Ainda de acordo com o "Plataforma Cascais" no dia 1 de outubro "é possível e necessário dar início a um ciclo de esperança e de mudança em Cascais", além de que "os/as cascaenses têm, agora, condições para fazer valer a sua vontade de democracia, de transparência e de melhoria do seu concelho".

Encontro com o Bloco de Esquerda (BE)
"Importa que ninguém desista nem  deixe que outros decidam por si. Há que votar por um bom concelho", desafia o "Plataforma Cascais".








Propostas para uma alternativa democrática
São 20 as medidas prioritárias para, segundo o "Plataforma Cascais", responder aos anseios e legítimas espectativas dos cascalenses.
 
Reunião com o PAN
Por uma democracia local mais transparente, participada e dialogante.

1.      Assegurar a transparência e democraticidade da gestão autárquica e a efetiva capacidade de fiscalização por parte dos órgãos competentes, designadamente a Assembleia Municipal e as Assembleias de Freguesia.

2.      Promover uma verdadeira participação cívica na elaboração e execução do Orçamento, garantindo que os investimentos designadamente nos domínios sociais, culturais e ambientais correspondem a necessidades prioritárias.

3.      Realizar uma auditoria independente ao setor empresarial municipal e considerar a sua continuidade tendo em conta pressupostos de transparência, eficácia, salvaguarda da situação dos trabalhadores envolvidos e subordinação ao controlo público)

4.      Garantir o acesso à informação e a uma utilização equitativa dos meios de comunicação municipais bem como condições de trabalho e de negociação a todas as forças políticas e cívicas locais.



Encontro com o PCTP/MRPP
Por um desenvolvimento justo, sustentável e harmonioso

 5.      Definir como prioridades os valores estruturantes do desenvolvimento de Cascais, nomeadamente as áreas da saúde, da habitação, do emprego, da educação, da cultura, dos recursos naturais , do património, da coesão territorial e social, do ambiente, da requalificação urbana, da mobilidade, da proteção e bem-estar animal e do estímulo a um comércio local de qualidade.

6.      Reavaliar os empreendimentos de natureza privada anunciados no campo da Saúde e da Educação tendo em vista a salvaguarda do património municipal e a defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública.

7.      Reavaliar, sempre na perspetiva do interesse público, os empreendimentos de maior dimensão, nomeadamente os urbanísticos como a Marina, o Hotel Nau, o Cruzeiro, o antigo edifício do SMAS, a bateria da Parede, a urbanização na Areia, a entrada de Cascais, o antigo Hospital de Cascais, o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS), o antigo Hospital Ortopédico José de Almeida.

8.      Combater a gentrificação do concelho e os excessos de “turistificação”, através de políticas ativas de melhoria da coesão social e intergeracional, reformulando o "pacote de fiscalidade e taxas", e canalizando as verbas resultantes do jogo e do turismo para a dinamização do usufruto diversificado das potencialidades do concelho por parte dos residentes.

9.      Assumir a saúde, a educação, a ação social, a cultura e o desporto, como direitos efetivos de todos os munícipes, contribuindo para a inclusão e a qualidade nestes domínios.

10.  Pugnar pela qualidade, a segurança, um uso sustentável e um menor custo da água considerando a possibilidade de reverter para o domínio público a gestão das Águas de Cascais.

11.  Privilegiar a fixação no concelho de empresas que juntem à produção de riqueza e à inovação, a criação de emprego, a aposta na qualificação das pessoas, na responsabilidade social e no ambiente.



Pela requalificação ambiental e a valorização do património. 

12.  Suster o crescimento da construção e a impermeabilização dos solos ampliando e protegendo as zonas verdes que subsistem no concelho, designadamente o Parque Natural Sintra-Cascais, as áreas da Rede Ecológica Nacional (REN) e da Rede Agrícola Nacional (RAN).

13.  Proteger e valorizar toda a orla marítima, requalificar as praias e a Boca do Inferno, bem como as áreas das ribeiras que atravessam o concelho.

14.  Promover a sustentabilidade e o respeito pela natureza, pelas pessoas e pelos animais como orientação transversal em toda a política municipal.

15.  Fomentar uma utilização eficaz dos transportes públicos, a expansão do uso de energias renováveis e o incremento da reciclagem de resíduos.

16.  Promover a requalificação urbana, a facilitação da mobilidade pedonal e ciclável assim como concluir os processos de legalização e integração das Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI).

17.  Melhorar as condições de prevenção, segurança e proteção civil no concelho incluindo o estudo e a prevenção de eventuais ocorrências de maior gravidade.

18.  Valorizar o património local, natural, material e imaterial e desenvolver o respetivo conhecimento e usufruto.

19.  Apoiar ativamente a criação e o associativismo na área cultural, a produção, a valorização e o acesso às variadas manifestações artísticas em espaços públicos e privados.

20.  Desencadear o processo tendente à reposição das seis freguesias tradicionais.

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