Carreiras recebe embaixador israelita um dia depois de anunciar projeto Chabad

Atual


Por Redação
O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, recebeu esta sexta-feira, nos Paços do Concelho, o embaixador de Israel em Portugal, Raphael Gamzou, com quem abordou a apresentação que fez, na véspera, do projeto do Plano de Requalificação Ambiental e Urbana da Costa do Sol, que inclui a polémica construção do Centro Cultural Judaico, uma área verde com pomar, um jardim sensorial e um parque de estacionamento, na Costa da Guia.
 
Embaixador Raphael Gamzou
Segundo o município fez publicar no seu site de propaganda oficial, Raphael Gamzou “elogiou a política de inclusão desde sempre praticada pela Câmara de Cascais e pelo seu presidente que não fazem distinções relativamente a nenhuma religião no concelho de Cascais”.


O polémico projeto de Requalificação ambiental e Urbana da Costa da Guia foi apresentado na quinta-feira por Carlos Carreiras. 


O terreno com cerca de 5000 m2 vai incluir o contestado Centro Cultural Judaico, da Associação Chabad, uma área verde com pomar, um jardim sensorial e um parque de estacionamento. 


“O projeto do Centro Cultural Judaico foi apresentado há dias à Câmara Municipal de Cascais pela Fundação Chabad pelo que estamos agora em condições de o apresentar à comunidade antes de ser aprovado pelos serviços técnicos”, informou, na oportunidade, o edil de Cascais.


O Plano de Requalificação Ambiental e Urbana da Costa da Guia incide sobre um terreno de cerca de 5000 m2, destinado por lei a equipamento e zona verde, uma vez que resultou das cedências legalmente obrigatórias de alvarás que consta do Plano Diretor Municipal de 1996, revisto e alterado em 2015. “Esta é uma solução que resultou de muita auscultação e negociação e que considero extraordinária que vai valorizar e requalificar a zona do ponto de vista urbano e especialmente do ponto de vista ambiental”, sublinhou o autarca, citado pelo site oficial do município a que preside.


Diz, ainda, o site municipal que “a proposta inclui um “Jewish Life and Learning Center”, um cento judaico com biblioteca e demais valências culturais, aberto a toda a comunidade. O Centro irá ter uma implantação somente de 1000 m2 com um único piso, o que corresponde a uma volumetria minimalista e muito inferior aos cinco pisos permitidos por lei para o local. Mais de 2000 m2 estão reservados para área verde e um jardim sensorial e 884m2 vão reforçar o estacionamento na zona. A área verde irá ser dividida em três zonas constituídas por um pomar, zona de estadia com canteiros e mobiliário urbano e na zona 3 irão ser requalificados os percursos já utilizados pelos moradores, alargamento dos passeios e requalificação da vegetação já existente na lógica da renaturalização.


E, o mesmo site oficial municipal, adianta que “esta requalificação ambiental incluirá também a remoção de espécies vegetais infestantes e a replantação de árvores. Ainda que tenham que ser abatidos 15 pinheiros, para dar lugar à construção do equipamento, irão ser plantadas sete cerejeiras, uma palmeira, 50 novos pinheiros, 20 árvores de fruto e mais 20 árvores no terreno circundante ao Centro Cultural Judaico”.


Carreiras é um presidente "feliz" por Cascais afirmar-se como "um ponto de encontro de povos e culturas"

Na apresentação, Carlos Carreiras voltou a reforçar que “com este projeto, mais uma vez Cascais afirma-se como “um ponto de encontro de povos e culturas, fazendo deste território multicultural um local de tolerância e integração o que o torna não só mais seguro como mais competitivo a nível económico e social”.





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2 comentários:

Anónimo disse...

Como será possivel existir tolerâcia e integração se os moradores estão contra e foram discriminados nos seus elementares direitos ? Como será possivel que se imponham sem dialogo situações destas ? Em CASCAIS, de facto não existe democracia para os municipes , apenas ditadura ideológica e retrógada .

Anónimo disse...

Para CASCAIS se tornar um ponto de encontro de povos e cultura, deve ser erigido no local junto à mesquita a construir duas estátuas : uma do povo palestiniano em função da ocupação selvagem e arbitrária condenada por todos os Paises sobre a sua Jerusalém , e a dos moradores da Guia que pagando os seus impostos foram ignorados , por quem os devia servir como eleito .

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