Atual
Por Redação
27/06/2018
A vereadora
do PS Gabriela Canavilhas, que terá participado pela última vez na reunião de
esta terça-feira do município, comparou as reuniões do executivo com o
“faroeste”.
Cabeça de lista pelo PS nas últimas autárquicas, a deputada e antiga ministra da Cultura afirmou na leitura de um documento, ao dirigir-se ao presidente Carlos Carreiras e restantes vereadores, que “na Assembleia da República raramente vi algo semelhante ao nível das intervenções orais e nunca, mas nunca ao nível dos procedimentos, mas infelizmente, aqui nas sessões da Câmara, em ambos os domínios parece que estamos no faroeste”.
No entanto, Canavilhas começou por afirmar que “desde o início do meu mandato como vereadora em Cascais que venho testemunhando nas reuniões deste órgão executivo episódios recorrentes, quer verbais, quer procedimentais, entre o executivo e a vereação não executiva, que contrariam todas as boas normas e as práticas democráticas que se devem observar entre partes constituintes das instituições democráticas”.
“Atropelos, intimidações e abusos de poder”
E,
acrescentou: “Ao longo dos 9 meses de participação nesta missão autárquica, assisti já a uma extensa lista de atropelos
ao funcionamento deste órgão, bloqueios e intimidações, abuso de poder e
excesso de linguagem e ataques pessoais por parte do presidente e seu
vice-presidente contra os vereadores eleitos pela oposição.
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| Gabriela Canavilhas está desiludida |
Mais
adiante, a vereadora socialista refere que “a legitimidade dos vereadores do
partido socialista, incluindo os independentes que acolhemos nas nossas listas
– por sugestão da Dra. Isabel Magalhães, para que fique claro -, advém dos
nossos eleitores, a quem representamos com honra e responsabilidade. Somos a
voz de cerca de 22.000 pessoas, que escolheram que o PS fosse o partido mais
votado em Cascais. Ofender-nos é ofender 22.000 cascalenses”.
E, Canavilhas insistiu ao afirmar que “desrespeitar-nos é dizer a cerca de 30% dos eleitores de Cascais que a sua voz não é respeitada pelo executivo”.
“Impunidade perante a lei”
Gabriela Canavilhas lamentou, ainda, que “a necessidade de esmagar a oposição pela atitude, pelo desprezo e pela prática antidemocrática é própria dos pequenos, dos inseguros, dos ardilosos. Tudo o que Rui Rio não é, tudo o que Rui Rio, e bem, combate dentro do PSD. Porque isto não é o PSD nem o CDS. É outra coisa”.
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| Carlos Carreiras |
Desgastada
e desiludida e depois de sublinhar que “apesar do Regime Jurídico das
Autarquias Locais prever (como é elementar em democracia) que a oposição
apresente propostas ao executivo para apreciação, o facto de o presidente da
Câmara de Cascais reiteradamente não aceitar discutir nem votar propostas do
PS, Gabriela Canavilhas deu como exemplos “um
sentimento de impunidade perante a lei, portanto, potencialmente extensível
a outras matérias e áreas; o receio das nossas propostas poderem serem
benéficas para o concelho, e, portanto, medo
das suas consequências politicas e uma postura política anacrónica e antidemocrática, que
revela um provincianismo fora do tempo, incapaz de acompanhar os desafios que
se lhe apresentam”.
Município gasta por mês 3.200 euros “só para retirar um vereador ao PS”
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| Isabel Guerra |
E naquela que poderá ter sido a sua última intervenção no executivo de Cascais,
Canavilhas, referindo-se, também, à “aquisição” por parte da maioria da
vereadora independente eleita nas listas do PS, Isabel Guerra, salientou que “o
preconceito contra o PS tem impedido o executivo de ver o quanto podia
beneficiar com a nossa colaboração positiva".
E, precisou: "Em vez de atacar, insultar e
agredir verbalmente, podia ter feito o contrário: teria em nós uma ajuda
preciosa e honesta, e não precisava de
gastar o dinheiro dos cascalenses: os
cerca de 3.200 € (salário, ajudas de custo e subsídio de refeição) que gasta mensalmente
só para retirar um vereador ao PS, inventando um pelouro sem necessidade, é
verba preciosa que podia gastar com alguém que precisa de apoio. Mas o executivo de Cascais preferiu usar
dinheiro publico para fazer politica. A lei está do seu lado nisto. Nada a
dizer, apenas a registar e a lembrar”.
Finalmente, Gabriela Canavilhas reiterou e lamentou que “o único lugar onde não sou respeitada, em todo o país, é nas sessões de Câmara em Cascais, pelo que concluo que o problema não é meu, é do executivo de Cascais”.
“Se
não o quiserem resolver, não o resolvam. Eu por mim já o resolvi”, concluiu a
vereadora na sua intervenção.
“Tratamento pouco democrático”
Em
declarações a Cascais24, Luís Miguel Reis, presidente da Concelhia do PS de
Cascais afirmou que “mais do que procurar tirar ilações da intervenção da
vereadora Gabriela Canavilhas é preciso é compreender e dar a conhecer aos
cascalenses os aspetos expostos na própria intervenção”.
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| Luís Miguel Reis |
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| Clemente Alves |
A
propósito, também o vereador do PCP Clemente Alves declarou, a Cascais24 que, “pela
minha parte, expressei à Dra. Gabriela Canavilhas o meu lamento pela decisão,
que considero passível de ser vista pelo PSD e CDS, dominantes no executivo da
Câmara, como uma vitória das suas práticas de constante afrontamento, com
recurso ao insulto e ameaças, às oposições eleitas e permanente desrespeito das
mais elementares regras da democracia”.
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4 comentários:
Se isto não é um caso que obriga uma exaustiva investigação sobre o regime democrático, ou sobre o ataque ao NOSSO regime democrático, o que poderá ser?
O Dr. Rui Rio tem que fazer uma limpeza em Cascais a bem da democracia .
Não pode nem deve esquecer quem escolheu Santana Lopes, para a corrida à liderança do PSD .
Já todos conhecemos os sucessivos escandalos em Cascais desta maioria... quem esconde a mão e atira a pedra, sendo detido um deputado municipal na Quinta da Carreira em S. João do Estoril, quando falava com os seus eleitores, está tudo dito acerca da democriacia em Cascais, e da falta principio da disposição de solidariedade com os seus ...se na suposta casa da democracia fazem actuações destas , imaginam com os municipes ... envergonham um concelho com mais de 650 anos .
A BEM DE CASCAIS
Parece que existe pouca diferença entre Cascais e a Coreia do Norte .
Só falta erguer uma estátua e efectuar desfile anual para o querido lider , que
persiste em não desaparecer de CASCAIS ....no Sporting o ditador já foi deposto ...estamos á espera de quê em CASCAIS ?
DEMO - CRACIA
Não haja duvidas que é a democracia do demonio...nao é ficção:
A democracia e o socialismo sao comunismo e nazismo maquilhado.
A população acha que tem poder de escolha mas todos que entram no poder
sao obrigados a obedecer a um poder maior. A politica retira-nos direitos
essenciais e dá-nos migalhas para nos mantermos convictos que existe
um estado de direito e escolhas!
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