Isabel Magalhães exorta cascalenses a fazerem de Cascais “a única Bandeira”

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Isabel Magalhães depois do anúncio da renúncia, esta segunda-feira, à noite, na Assembleia Municipal ( Foto Cascais24)
Por Redação

No anúncio de renúncia do mandato que fez esta segunda-feira, à noite, no início dos trabalhos da Assembleia Municipal de Cascais, a segunda secretária da mesa e deputada Independente, eleita na lista do PS, Isabel Magalhães apelou a “que todos façam de Cascais a única Bandeira no desempenho das vossas funções e, se possível, esqueçam o que vos divide e apostem no que vos une”.

Com Isabel Magalhães renunciaram aos cargos de deputados municipais os também independentes eleitos pelo PS nas últimas autárquicas, Marita Ferreira e Pedro Rocha dos Santos.


Isabel Magalhães, Pedro Rocha dos Santos e Marita Ferreira
Na sua intervenção, Isabel Magalhães começou por afirmar que “nas opções que tomo na minha vida tento sempre, em primeiro lugar, ficar bem com a minha consciência, pois a vida ensinou-me que nunca há situações perfeitas, nem certezas absolutas”.

“Como muitos sabem e fiz questão de tornar público, decidi em Março do ano passado e após bem mais de 3 anos como Vereadora eleita pelo Movimento Independente SerCascais, de que não me recandidataria, como Independente, nas eleições autárquicas de Outubro de 2017”, recordou Isabel Magalhães, segundo a qual “nessa altura invoquei diversas razões para tal opção”. 

E, explicou na Assembleia Municipal: “Da absurda e quanto a mim contrária ao espírito da Lei e do especifico regime eleitoral, falta de inclusão de todos quantos foram eleitos na efetiva governação da Nossa Terra, passando pela injustiça de normas inconstitucionais, que persistem no nosso ordenamento por vontade dos partidos, normas estas que suportam uma gritante desigualdade de tratamento entre as candidaturas independentes e as partidárias, não conseguir conviver com faltas de respeito e intolerâncias”.

Isabel Magalhães passou, de seguida, a explicar como aceitou integrar a lista do PS. “Inesperadamente, em finais de Julho de 2017, fui amavelmente convidada para integrar as Listas do PS enquanto candidata independente a Presidente da Assembleia Municipal de Cascais”.

Depois de referir que, “conjuntamente com outros independentes do Movimento SerCascais, aceitou o convite “jurando e exigindo fidelidade à nossa independência, por considerar ser uma oportunidade de se retirar a maioria absoluta à actual governação PSD/CDS, assim contribuindo, como sempre defendi, para que existissem condições para um governo autárquico mais autêntico, mais plural, mais democrático e transparente como Cascais merece”, Isabel Magalhães reconheceu no seu anúncio de renúncia que “não conseguiu alcançar o objetivo nas urnas”.

Salvaguardou, no entanto, na hora do adeus que teve “esperança que os ventos da mudança de paradigma pudessem, mesmo assim, alterar comportamentos”. 


“Lutas intestinas” sobrepõem-se aos “interesses de Cascais”


Isabel Magalhães, líder dos Independentes de Cascais
Numa manifesta rutura com as diretivas políticas da concelhia do PS de Cascais, Isabel Magalhães destacou e fundamentou que, “contudo, as variadas razões que aleguei para justificar a minha intenção de não recandidatura há um ano atrás persistem, nomeadamente a falta de compreensão e respeito pela verdadeira independência e a minha incapacidade em admitir que os jogos político-partidários, os ambientes crispados e as lutas intestinas se sobreponham, sistematicamente, aos Interesses de Cascais”.

“Bem vistas as coisas do ponto de vista pragmático, estou aqui a fazer muito pouca coisa, a não ser dar voz, muito esporádica e com efeitos práticos muito diminutos, aos cidadãos que me honraram com a sua confiança”, afirmou Isabel Magalhães que, no seu anúncio de despedida, deixou, porém, um aviso: “Para isso, outras formas há de o fazer, bem menos penosas e, porventura, mais eficazes”.


Presidente da Concelhia do PS fala em “trabalho profícuo” 

Já o presidente da concelhia do PS de Cascais, Luís Miguel Reis, afirmou, a propósito das renúncias de mandatos dos três independentes que “a leitura que tem sido propagada nos órgãos de comunicação social está enviesada por quem tem essa capacidade de gerar notícias e as promover a seu belo prazer” 

 

A seguir, o presidente da concelhia do PS, sublinha que “aliás é uma técnica milenar de procurar dividir para reinar ou no caso concreto para se eternizar no poder em Cascais”.




Luís Miguel Reis
“A relação que temos desde sempre com os elementos independentes em questão foi assente e continuará a ter por base um trabalho profícuo a bem de Cascais, onde cada um de nós acrescenta o seu contributo em prol de um Concelho verdadeiramente “elevado” às pessoas, inclusivo, com valor, competitivo e cosmopolita”, adianta o PS Cascais.


E, continua, destacando que, “contudo, passado o ato eleitoral e não tendo sido possível um resultado que nos permitisse a todos ter uma ação mais interventiva sobre as decisões políticas, persistem no entanto, tal como referiu a Isabel Magalhães, as variadas razões que alegou para justificar a sua intenção de não se candidatar há um ano atrás. Nomeadamente “os jogos político-partidários, os ambientes crispados e as lutas intestinas que se sobrepõem aos interesses de Cascais” e este sentimento não tem a ver com o partido A, B ou C, infelizmente é o resultado da ação de todos os intervenientes que em vez de procurar elevar a ação política e de democraticamente aceitarem as diferenças entendem que qualquer visão diferente é uma postura de conflito ao invés de se configurar como algo de construtivo”


Finalmente, o PS recorda que “basta assistir às reuniões de câmara para perceber que um debate interessante rapidamente se transforma num combate verbal exacerbado”.


E, o presidente da concelhia, Luís Miguel Reis promete que “tudo fará para que essa forma de estar na política se esgote e no futuro, estou certo, naquilo que é essencial para o nosso concelho e para os cascalenses, continuaremos a trabalhar juntos por Cascais”.

Veja aqui a intervenção, na íntegra, da renúncia de Isabel Magalhães

















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1 comentário:

Anónimo disse...

Os Cascalenses têem emitido nas diferentes manifestações de rua, perplexidade e indignação , aliado a petições online para Assembleia da República ( Quinta dos Ingleses) verdadeiras moções de censura ao actual elenco camarário ... os Senhores DEPUTADOS da oposição o que têem feito por CASCAIS, e para os municipes , nomeadamente o PS ? Estão à espera de quê?
Desempenhem com eficácia as funções para a qual foram eleitos, usando todas as formas para denunciar " casos" .

A BEM DE CASCAIS

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