Condomínio de luxo vai nascer no "coração" do Monte Estoril até finais de 2019

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                                                                                                                               (Foto Porta da Frente I Christie`s)



Está previsto para dezembro próximo o arranque de construção de um novo condomínio de luxo no coração do Monte Estoril, com os responsáveis pelo empreendimento a garantirem que a construção “pretende homenagear a tradição histórica da região”, avança esta terça-feira o site Idealista.pt/News.


O novo projeto residencial Monte Estoril Apartments, que estará concluído em dezembro de 2019, é constituído por três blocos de 12 apartamentos T3 em condomínio privado com piscina e jardim e insere-se num bairro onde predominam espaços verdes e restaurantes com esplanada, sempre com o mar como pano de fundo e a poucos metros de distância, precisa o site.


O Monte Estoril Apartments “pretende homenagear a tradição histórica da região onde se insere, apresentando-se como um novo conceito residencial que quer dar vida ao meio envolvente”, adianta o mesmo site, que recorda que o Monte Estoril “é uma das localizações mais apetecíveis da Linha de Cascais, reconhecida pelas suas praias, palacetes e casas senhoriais que remontam a um passado aristocrático e de realeza”.


Citado pelo Idealista.pt/News, Rafael Ascenso, diretor-geral da Porta da Frente I Christie`s, responsável pela comercialização do empreendimento, afirma que “estamos a falar de um empreendimento de elevadíssima qualidade de construção e com uma localização que oferece a experiência plena de todos os encantos da região Estoril/Cascais, entre os quais sete campos de golfe a 15 minutos de distância, o maior Casino da Europa e também algumas das melhores escolas internacionais do concelho”.   

Descaraterização
Recorda-se que têm sido várias as vozes a falarem alto sobre a descaraterização do Monte Estoril, provocada pela alegadamente desenfreada especulação imobiliária.

Pedro Jordão
Ainda recentemente, em artigo de opinião publicado no Cascais24, o articulista Pedro Jordão manifestava publica e, aparentemente, sérias fundadas preocupações.

A propósito, por exemplo, do município ter autorizado dois lugares de estacionamento numa moradia do Monte do Estoril, Pedro Jordão escrevia: "Por ter sido posta de parte pelo anterior executivo camarário o Catálogo-Inventário do Património do concelho de Cascais e diminuída a proteção que os mesmos mereciam ao abrigo do PDM, a moradia em questão irá ser demolida para dar lugar a mais um edifício que vem contribuir para a descaracterização aos pedaços e acentuada do Monte Estoril e, consequentemente, duma das partes mais bonitas do concelho de Cascais".


Mais adiante, Pedro Jordão afirmava: "Sucede que essa destruição – como é cada vez mais evidente – está a ser feita de forma acelerada e não se vê que, da parte da Câmara Municipal de Cascais (CMC), haja qualquer intenção de reverter esse estado de coisas". 

E, o articulista de Cascais24, explicava: "Pelo contrário, a CMC parece congratular-se com aquilo que parece considerar ser “o progresso”. Mas será “progresso” destruir a memória histórica dos lugares? Será “progresso” arrasar edifícios que marcam uma época mesmo que estes não tenham sido (por vontade do executivo) abrangidos na proteção que o PDM poderia conferir? Será “progresso” esventrar edifícios esquecendo que a arquitetura é tanto o interior como o exterior dos mesmos? Será “progresso” construir em cima das dunas? Será “progresso” gastar dinheiros públicos na realização de obras ou na instalação de equipamentos onde os mesmos não fazem falta? Ou será simplesmente falta de visão, apoio à especulação imobiliária e utilização errada dos dinheiros públicos? É que em Cascais abundam, infelizmente, esse tipo de práticas que tornará (a muito breve prazo) Cascais um lugar que será apenas característico pela proximidade do mar, hotéis e condomínios “golden visa” mas não já por um património histórico e natural distinto".
 

1 comentário:

João Casanova Ferreira disse...

Mais um negócio para o amigo cimenteiro Teixeira Duarte. Argumentos falaciosos e historicamente deturpados na explicação da coisa. A pós verdade, portanto.

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