Atual
Por Redação16/07/2018
Detido em
outubro de 2014 pela PJ, por suspeitas de corrupção, peculato e branqueamento
de capitais e com a apreensão de dois carros de luxo - Ferrari Maranello e um
Mercedes CL 65 AMG - avaliados
em 500 mil euros e, posteriormente condenado a 3 anos e 4 meses de prisão, com
pena suspensa, o antigo administrador de insolvência Rui Lacerda Coimbra surge
agora na lista do projeto do movimento ordinário dos Oficiais de Justiça,
publicado pela Direção Geral da Administração da Justiça, como candidato para o Núcleo
de Cascais do respetivo tribunal como secretário-geral.
Rui Lacerda
Coimbra, que foi detido, em flagrante, quando pedia 20 mil euros a um advogado
para resolver rapidamente um processo de falência, foi julgado e condenado há
dois anos, avança a revista “Sábado”, segundo a qual, “como pena acessória, o
tribunal aplicou-lhe a suspensão de funções como administrador judicial por um
prazo de três anos e dois meses”.
“A atuação
do arguido Rui Coimbra (que usou as funções para obter vantagem ilícita), é
lesiva dos deveres inerentes ao cargo, sendo adequada a produzir a tal perda de
confiança no exercício da função, para além de revelar indignidade",
consideraram os juízes Maria Judite Fonseca, João Bártolo e Olinda Amaral, no
acórdão que condenou Rui Lacerda Coimbra e ainda absolveu Manuel Gallego e a
empresa "A Leiloeira", adianta a “Sábado”.
Uma
investigação do jornalista Carlos Rodrigues Lima, da revista “Sábado”, revela
que “no julgamento ficou provado que Rui Lacerda Coimbra pediu a um colega
advogado, que representava uma empresa, 20 mil euros para apressar o respectivo
processo de insolvência.
A investigar Rui Lacerda Coimbra há algum tempo, a
Polícia Judiciária instalou um microfone no casaco do advogado, gravando todo o
teor da conversa.
O Tribunal também declarou perdido a favor do Estado 166 mil
euros apreendidos a Rui Lacerda Coimbra, devido à "incongruência do
património existente e o registado em nome do arguido".
Percurso
Percurso
Segundo
informação que consta do acórdão que o condenou e é agora divulgado pela
“Sábado”, aos 18 anos Rui Lacerda Coimbra optou por se tomar trabalhador
estudante, começando a trabalhar no Instituto Nacional de Estatística, na
elaboração de estatísticas relativas à compra e venda de imóveis. Exerceu essas
funções entre os 18 e 25 anos, período durante o qual, completou o liceu e a
licenciatura em Direito.
Alguns meses após completar a formação universitária
deixou o Instituto Nacional de Estatística para assumir as funções de
administrador da Câmara de Falências de Lisboa, que exerceu continuamente até
1996. Nesse ano e, entretanto, com uma boa situação financeira, requereu
licença sem vencimento de longa duração e optou por trabalhar por conta
própria, no mesmo ramo de atividade.
Improvável
Fontes judiciais contatadas por Cascais24 consideram “improvável” que “a pessoa em causa” venha a assumir o cargo”, até porque, explicaram “seria um descrédito para a Justiça, para a isenção e imparcialidade dos funcionários judiciais”.
Fontes judiciais contatadas por Cascais24 consideram “improvável” que “a pessoa em causa” venha a assumir o cargo”, até porque, explicaram “seria um descrédito para a Justiça, para a isenção e imparcialidade dos funcionários judiciais”.
Uma outra fonte, sem especificar, fez notar que o mapa do projeto do movimento ordinário dos Oficiais de Justiça para este ano “faz algumas salvaguardas” no que toca ao “candidato em causa”.


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