Costa da Guia saiu à rua para mostrar que “as árvores não têm religião”

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Manuel Rua
“As árvores não têm religião”, este um dos muitos cartazes afixados na rua dos Vidoeiros, na Costa da Guia, onde esta quarta-feira, ao final da tarde, decorreu uma manifestação pacífica, que juntou mais de duas centenas de moradores, na defesa da preservação do espaço verde e de lazer, contra a cedência do município à Associação Chabad para ai edificar um centro judaico.


Tratou-se de um protesto que, segundo os promotores, “excedeu todas as expetativas”, contra mais uma controversa decisão do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, que cedeu por 50 anos, ao preço de €744,00 mensais um terreno com cerca de 5.000m2, na rua do Vidoeiro, arborizado e ajardinado que, até agora, tem sido utilizado pelos moradores como parque de recreio para as crianças e espaço de lazer nos tempos livres.


Atendendo a que o terreno é propriedade da Câmara, muitos dos presentes questionaram, perplexos, que “relação de compromisso haverá entre Carlos Carreiras e a Associação Chabad, para o levar a retirar o conforto saudável de uma zona verde aos cerca de 1.500 moradores que sempre dela beneficiaram?”.


Nesta manifestação pacífica, seguida a uma alguma distância por agentes policiais, participaram, exceção feita à coligação no poder em Cascais, os responsáveis de todas as forças políticas ativas no concelho, entre os quais Gabriela Canavilhas, pelo Partido Socialista, Cecília Honório, pelo Bloco de Esquerda, Clemente Alves, pela CDU, Isabel Magalhães pelo movimento SerCascais, António Mendes do Carmo, pelo PAN, João Sande e Castro, pelo movimento “Também és Cascais” e o dirigente do movimento cívico “Não nos Calamos”.


Em nome dos moradores da SOS Costa da Guia Pedro Jordão agradeceu a presença de “todos os que aderiram à defesa da causa dos moradores, agredidos por uma decisão que está a indignar toda a população de Cascais”. 



Já um morador reconheceu, em declarações a Cascais24, que este protesto “foi verdadeiramente notável”, acrescentando que, “para além do próprio sucesso da manifestação, fiquei surpreendido com o fortíssimo sentimento de solidariedade que uniu todos, sem qualquer distinção de credos ou de ideologias”.







E como “as árvores não têm religião” e a Costa da Guia quer preservar e manter o seu espaço verde ainda houve lugar para, simbolicamente, um grupo de crianças plantar a semente de novas árvores!










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1 comentário:

Anónimo disse...

Caros amigos ,

A democracia em Cascais colapsou... a opinião das pessoas não conta, não existe proximidade entre o poder e os eleitores, apenas arrogânca, prepotência, e um sem numero de visitas da Policia Judiciária às instalações municipais ... não precisamos disto no nosso belo concelho de Cascais ... precisamos que o MUNICIPIO seja devolvido às PESSOAS .

Um abraço de solidariedade para com a vossa/nossa causa .

A BEM DE CASCAIS

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