POLITICA. António Capucho regressa ao PSD por acreditar no "regresso à matriz social-democrata" do novo líder Rui Rio

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Por Redação

Expulso em 2014, depois de ter apoiado uma lista independente às eleições autárquicas, "Sintrenses com Marco Almeida", tendo sido eleito deputado municipal em Sintra como cabeça de lista da segunda força política mais votada, o antigo presidente da Câmara de Cascais e ex-vice presidente do PSD António Capucho vai regressar ao partido e, esta segunda-feira, o dia seguinte ao Congresso de consagração do novo líder, saudou o “regresso à matriz social-democrata” da liderança de Rui Rio.

Até final da semana, António Capucho, 73 anos, gestor reformado, vai pedir ao Conselho de Jurisdição Nacional, a revogação da decisão, que suspendeu a sua militância no PSD.


Em declarações à agência Lusa, Capucho afirmou que já não se justificam os motivos que levaram à suspensão da militância por ele e mais 80 militantes apoiarem Marco Almeida, dado que o PSD se “arrependeu” e apoiou-o nas autárquicas seguintes.


No dia seguinte ao congresso do PSD, António Capucho anotou que a moção de estratégia “é de regresso à matriz social-democrata”, que faz “uma retificação do percurso anterior”, com Pedro Passos Coelho, com a qual discordou.


E disse esperar que resulte — “tenho esperança que sim” — o “acordo político” entre Rui Rio para uma “unidade na ação” no partido, desdramatizando quer a votação da comissão política (64,7%), quer a escolha da ex-bastonária Elina Fraga para vice-presidente.


Capucho afirmou-se favorável a acordos com o PS em áreas como a segurança social ou a justiça, que o novo líder Rui Rio defendeu nos dois discursos aos congressistas, na sexta-feira e no domingo, ou ainda nas leis eleitorais.


Militante social-democrata desde 1974, António Capucho integrou o VIII Governo Constitucional como Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, exercendo depois o cargo de Ministro da Qualidade de Vida no IX Governo. Foi Ministro dos Assuntos Parlamentares, entre 1987 e 1989, data em que assumiu a coordenação do Grupo Europeu do PSD e foi eleito vice-presidente do Parlamento Europeu 1989-1998).


A 9 de Junho de 1997 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.


Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Cascais em 2001, 2005 e 2009, tendo renunciado ao mandato, por alegados motivos de saúde, em janeiro de 2011, a favor do atual presidente Carlos Carreiras.


Nas eleições autárquicas de 2013 foi eleito para a Assembleia Municipal de Sintra pela lista independente "Sintrenses com Marco Almeida".


Adepto e praticante federado de diversas modalidades desportivas, foi ainda dirigente do Clube de Ténis do Estoril e da Associação Desportiva da Costa do Sol, de que é sócio-fundador.





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